Pão de anjos – Memórias
18,80 €
«Deus sussurra através de uma prega no papel de parede», escreve Patti Smith neste relato comovente da sua vida. «Pão de Anjos» ou «alimento de anjos» significa «comida miraculosa vinda do céu», dádiva de Deus. É, no sentido mais lato, alimento espiritual e, no caso deste livro, o alimento espiritual proporcionado pela vida e pela memória das pessoas que amou, perdeu e continua a amar.
Enquanto Apenas Miúdos se centrava sobretudo na figura do artista, grande amigo e ex-amante Robert Mapplethorpe, Pão de Anjos é feito da memória familiar: quer da família inicial — pai, mãe e irmãos —, quer da que mais tarde formou com o músico Fred «Sonic» Smith, o grande amor da sua vida — com quem construiu uma vida de devoção e aventura e teve dois filhos — que morreu precocemente. Pelo meio, o seu percurso artístico e musical, uma narrativa cronológica e sucinta dos momentos mais importantes, dos encontros, dos concertos, dos discos, dos sucessos, revelando a plena maturidade literária de Patti Smith, o lirismo e a erudição da sua escrita. Uma série de perdas profundas marca sua vida. A gratidão e o luto ajudam-na a transformar o comum em mágico, e a dor em esperança. Nas páginas finais encontramos Smith novamente na estrada, a andarilha que viaja para se reencontrar consigo mesma, que vive para escrever e escreve para poder continuar a viver. Este é provavelmente o melhor e mais intimista dos livros de Patti Smith.
- AUTOR Patti Smith
- ANO DE EDIÇÃO 2026
Pão de anjos – Memórias
18,80 €
«Deus sussurra através de uma prega no papel de parede», escreve Patti Smith neste relato comovente da sua vida. «Pão de Anjos» ou «alimento de anjos» significa «comida miraculosa vinda do céu», dádiva de Deus. É, no sentido mais lato, alimento espiritual e, no caso deste livro, o alimento espiritual proporcionado pela vida e pela memória das pessoas que amou, perdeu e continua a amar.
Enquanto Apenas Miúdos se centrava sobretudo na figura do artista, grande amigo e ex-amante Robert Mapplethorpe, Pão de Anjos é feito da memória familiar: quer da família inicial — pai, mãe e irmãos —, quer da que mais tarde formou com o músico Fred «Sonic» Smith, o grande amor da sua vida — com quem construiu uma vida de devoção e aventura e teve dois filhos — que morreu precocemente. Pelo meio, o seu percurso artístico e musical, uma narrativa cronológica e sucinta dos momentos mais importantes, dos encontros, dos concertos, dos discos, dos sucessos, revelando a plena maturidade literária de Patti Smith, o lirismo e a erudição da sua escrita. Uma série de perdas profundas marca sua vida. A gratidão e o luto ajudam-na a transformar o comum em mágico, e a dor em esperança. Nas páginas finais encontramos Smith novamente na estrada, a andarilha que viaja para se reencontrar consigo mesma, que vive para escrever e escreve para poder continuar a viver. Este é provavelmente o melhor e mais intimista dos livros de Patti Smith.
- AUTOR Patti Smith
- ANO DE EDIÇÃO 2026
Trinta anos a monte – A minha vida punk
15,00 €
Ao longo do relato de uma vida frenética, Gilles Bertin (1961-2019) abre-nos uma janela para a densidade dos meios punk e para a passagem à grande criminalidade no cruzamento com as lutas independentistas bascas. Este relato de fugas entre Espanha e Portugal mostra-nos desde as dificuldades do vício da heroína à chegada da Sida. É um testemunho que nos dá a ver a aventura louca de um grupo de punks e anarquistas que protagonizaram um dos maiores roubos do século XX. Nesta autobiografia, Bertin mostra-nos o caminho que levou a que o cantor Camera Silens organizasse o roubo da Brinks de Toulouse, em 1988. E depois é a fuga, a chegada a Espanha, a troca de identidade (...), a sobrevivência, a abdicação de tudo. É na chegada a Portugal que Gilles regressa ao mundo da música, ao abrir uma loja de discos (...).
Depois de alguns anos em Portugal, descobre que é seropositivo. Quando a doença piora, Gilles parte para Barcelona, e é nessa cidade que toma a decisão de se entregar à justiça francesa em 2016. Em 2018, é condenado a 5 anos de pena suspensa. 11,8 milhões de francos e 30 anos de fuga mais tarde, Gilles Bertin permanece como esteio dessa memória punk e anarca europeia que vai desaparecendo. - in A Batalha - Jornal de Expressão Anarquista
- AUTOR Gilles Bertin
- ANO DE EDIÇÃO 2026
Trinta anos a monte – A minha vida punk
15,00 €
Ao longo do relato de uma vida frenética, Gilles Bertin (1961-2019) abre-nos uma janela para a densidade dos meios punk e para a passagem à grande criminalidade no cruzamento com as lutas independentistas bascas. Este relato de fugas entre Espanha e Portugal mostra-nos desde as dificuldades do vício da heroína à chegada da Sida. É um testemunho que nos dá a ver a aventura louca de um grupo de punks e anarquistas que protagonizaram um dos maiores roubos do século XX. Nesta autobiografia, Bertin mostra-nos o caminho que levou a que o cantor Camera Silens organizasse o roubo da Brinks de Toulouse, em 1988. E depois é a fuga, a chegada a Espanha, a troca de identidade (...), a sobrevivência, a abdicação de tudo. É na chegada a Portugal que Gilles regressa ao mundo da música, ao abrir uma loja de discos (...).
Depois de alguns anos em Portugal, descobre que é seropositivo. Quando a doença piora, Gilles parte para Barcelona, e é nessa cidade que toma a decisão de se entregar à justiça francesa em 2016. Em 2018, é condenado a 5 anos de pena suspensa. 11,8 milhões de francos e 30 anos de fuga mais tarde, Gilles Bertin permanece como esteio dessa memória punk e anarca europeia que vai desaparecendo. - in A Batalha - Jornal de Expressão Anarquista
- AUTOR Gilles Bertin
- ANO DE EDIÇÃO 2026
A universidade de Rebibbia
16,50 €
Sirenes cortavam os ares de Roma quando a escritora Goliarda Sapienza, acusada de um delito menor, transpôs os portões da prisão feminina de Rebibbia, a norte da cidade, num dia de Outono dos anos 80. Em breve trocaria a liberdade pelas «áleas subterrâneas de imersão na pena», mergulhando numa realidade desconhecida e num silêncio contranatural.
A Universidade de Rebibbia é o relato de dois meses de reclusão num mundo de regras e códigos próprios, que se converte na procura tacteante de uma réstia de humanidade atrás das grades e numa homenagem às mulheres rebeldes e inconformadas, ladras e jovens revolucionárias, que se cruzam no seu caminho. Pelo olhar lúcido da autora, o confinamento revela-se afinal uma nova vida em comunidade, mais espontânea e solidária do que a do exterior.
- AUTOR Goliarda Sapienza
- ANO DE EDIÇÃO 2025
A universidade de Rebibbia
16,50 €
Sirenes cortavam os ares de Roma quando a escritora Goliarda Sapienza, acusada de um delito menor, transpôs os portões da prisão feminina de Rebibbia, a norte da cidade, num dia de Outono dos anos 80. Em breve trocaria a liberdade pelas «áleas subterrâneas de imersão na pena», mergulhando numa realidade desconhecida e num silêncio contranatural.
A Universidade de Rebibbia é o relato de dois meses de reclusão num mundo de regras e códigos próprios, que se converte na procura tacteante de uma réstia de humanidade atrás das grades e numa homenagem às mulheres rebeldes e inconformadas, ladras e jovens revolucionárias, que se cruzam no seu caminho. Pelo olhar lúcido da autora, o confinamento revela-se afinal uma nova vida em comunidade, mais espontânea e solidária do que a do exterior.
- AUTOR Goliarda Sapienza
- ANO DE EDIÇÃO 2025
Meninas e instituições | Desejo cinzas à minha casa
16,50 €
Meninas e Instituições é o retrato afectivo de uma geração de funcionárias na máquina estatal de Putin, uma realidade que Dária Serenko conheceu de perto e que aborda com ironia, raiva e humor: a miríade de tarefas absurdas, a inescapável burocracia, a misoginia e o assédio dos superiores, em bibliotecas, museus e noutras instituições do Estado, mas também a solidariedade e a empatia que unem estas mulheres.
Desejo Cinzas à Minha Casa, que começou a ser escrito atrás das grades, narra a experiência da autora numa prisão russa, na véspera da invasão da Ucrânia, e converte-se numa reflexão sobre o horror da guerra, a instrumentalização da morte, o exílio e a identidade.
Dois textos que, em episódios, poemas e flashes do quotidiano, revelam, pelo olhar de uma mulher e activista, a Rússia de hoje: a crueldade enraizada numa ditadura, a perda de individualidade no sistema burocrático e a repressão dos detractores do regime.
- AUTOR Dária Serenko
- ANO DE EDIÇÃO 2025
Meninas e instituições | Desejo cinzas à minha casa
16,50 €
Meninas e Instituições é o retrato afectivo de uma geração de funcionárias na máquina estatal de Putin, uma realidade que Dária Serenko conheceu de perto e que aborda com ironia, raiva e humor: a miríade de tarefas absurdas, a inescapável burocracia, a misoginia e o assédio dos superiores, em bibliotecas, museus e noutras instituições do Estado, mas também a solidariedade e a empatia que unem estas mulheres.
Desejo Cinzas à Minha Casa, que começou a ser escrito atrás das grades, narra a experiência da autora numa prisão russa, na véspera da invasão da Ucrânia, e converte-se numa reflexão sobre o horror da guerra, a instrumentalização da morte, o exílio e a identidade.
Dois textos que, em episódios, poemas e flashes do quotidiano, revelam, pelo olhar de uma mulher e activista, a Rússia de hoje: a crueldade enraizada numa ditadura, a perda de individualidade no sistema burocrático e a repressão dos detractores do regime.
- AUTOR Dária Serenko
- ANO DE EDIÇÃO 2025
A glória efémera – Biografia de Egas Moniz
24,90 €
António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz nasceu em Avanca, em 1874, e viria a tornar-se o primeiro português distinguido com o Prémio Nobel, em 1949. Porém, a sua consagração como investigador científico, que culminou na ousada e controversa leucotomia pré-frontal, ofuscou as múltiplas dimensões do homem e da sua vida extraordinária.
Se muito já se escreveu sobre o neurologista excecional, em contrapartida, poucos estão a par da incursão fulgurante que teve na política, área que explorou com coragem entre o estertor da Monarquia e as agitações da I República, mostrando ser um parlamentar de verbo inflamado, e um homem capaz de se bater pela honra em duelos à espada e de participar em conspirações revolucionárias. Tendo enfrentado a prisão várias vezes, durante o Estado Novo teve um relacionamento tenso com Salazar, acabando por ser uma das vozes mais audíveis na oposição ao regime.
Entre a medicina e a política, dois palcos onde Egas Moniz se agigantou com entusiasmo e êxito, esta biografia acompanha ainda o menino Antoninho e a sua infância no seio de uma família em decadência; o médico inovador, obcecado com os insondáveis enigmas do cérebro humano; o obstinado que nunca deixou que uma doença crónica debilitante e um atentado à bala comprometessem o brilhantismo da sua carreira; o cosmopolita amante de viagens, mas fiel à paisagem rural dos seus verdes anos; o pensador e humanista, apreciador das artes e da boa mesa - um homem de múltiplos interesses e talentos, que se soube reinventar para alcançar o reconhecimento internacional, e se tornou uma figura incontornável da cultura e da ciência portuguesas do século XX.
- AUTOR Paulo M. Morais
- ANO DE EDIÇÃO 2025
A glória efémera – Biografia de Egas Moniz
24,90 €
António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz nasceu em Avanca, em 1874, e viria a tornar-se o primeiro português distinguido com o Prémio Nobel, em 1949. Porém, a sua consagração como investigador científico, que culminou na ousada e controversa leucotomia pré-frontal, ofuscou as múltiplas dimensões do homem e da sua vida extraordinária.
Se muito já se escreveu sobre o neurologista excecional, em contrapartida, poucos estão a par da incursão fulgurante que teve na política, área que explorou com coragem entre o estertor da Monarquia e as agitações da I República, mostrando ser um parlamentar de verbo inflamado, e um homem capaz de se bater pela honra em duelos à espada e de participar em conspirações revolucionárias. Tendo enfrentado a prisão várias vezes, durante o Estado Novo teve um relacionamento tenso com Salazar, acabando por ser uma das vozes mais audíveis na oposição ao regime.
Entre a medicina e a política, dois palcos onde Egas Moniz se agigantou com entusiasmo e êxito, esta biografia acompanha ainda o menino Antoninho e a sua infância no seio de uma família em decadência; o médico inovador, obcecado com os insondáveis enigmas do cérebro humano; o obstinado que nunca deixou que uma doença crónica debilitante e um atentado à bala comprometessem o brilhantismo da sua carreira; o cosmopolita amante de viagens, mas fiel à paisagem rural dos seus verdes anos; o pensador e humanista, apreciador das artes e da boa mesa - um homem de múltiplos interesses e talentos, que se soube reinventar para alcançar o reconhecimento internacional, e se tornou uma figura incontornável da cultura e da ciência portuguesas do século XX.
- AUTOR Paulo M. Morais
- ANO DE EDIÇÃO 2025
Fortuna, caso, tempo e sorte – Biografia de Luís Vaz de Camões
24,90 €
Quem foi o homem antes da lenda? Que circunstâncias da sua vida levaram a que se tornasse um mito?
Antes de ser convertido em símbolo da nacionalidade ou em paradigma do poeta genial, Luís Vaz de Camões foi quase tudo quanto um homem podia ser no tempo em que viveu. Um estudioso e um humanista. Um sedutor que perseguiu amores proibidos. Um cortesão e um boémio, movimentando-se entre as casas dos grandes senhores e as ruelas da cidade. Um desordeiro, frequentemente envolvido em arruaças, que se viu atirado para a prisão. Um soldado que combateu no Norte de África, de onde saiu mutilado, perdendo um olho, e depois na Ásia, onde passou dezassete anos, naufragou e escapou à morte. Um viajante deslumbrado com os mundos que as viagens marítimas revelaram ao Ocidente. Um escritor que renovou a língua portuguesa, publicando uma obra excecional e perdendo outra de igual valor.
Nascido no apogeu do império, testemunhando-lhe os primeiros sinais de decadência e as consequências do desaparecimento de D. Sebastião, a quem dedicou o seu poema épico, morto no dealbar da dominação espanhola, Camões celebrou e contestou os feitos do peito ilustre lusitano e pôs em verso as contradições de uma vida pelo mundo em pedaços repartida. Morreu doente, pobre e desalentado.
Coligindo e relacionando centenas de contributos, compulsando as fontes conhecidas, mas apresentando também dados novos, confrontando as lições adquiridas sobre a vida do autor de Os Lusíadas, Isabel Rio Novo reconstitui a época para reerguer o indivíduo, revelar aspetos escondidos durante séculos e assim restituir a história de uma personalidade extraordinária.
500 anos depois do nascimento de Luís Vaz de Camões, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte é um avanço decisivo no conhecimento da biografia do homem e do poeta, em que o rigor da pesquisa se alia ao registo inconfundível de umas das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.
- AUTOR Isabel Rio Novo
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Fortuna, caso, tempo e sorte – Biografia de Luís Vaz de Camões
24,90 €
Quem foi o homem antes da lenda? Que circunstâncias da sua vida levaram a que se tornasse um mito?
Antes de ser convertido em símbolo da nacionalidade ou em paradigma do poeta genial, Luís Vaz de Camões foi quase tudo quanto um homem podia ser no tempo em que viveu. Um estudioso e um humanista. Um sedutor que perseguiu amores proibidos. Um cortesão e um boémio, movimentando-se entre as casas dos grandes senhores e as ruelas da cidade. Um desordeiro, frequentemente envolvido em arruaças, que se viu atirado para a prisão. Um soldado que combateu no Norte de África, de onde saiu mutilado, perdendo um olho, e depois na Ásia, onde passou dezassete anos, naufragou e escapou à morte. Um viajante deslumbrado com os mundos que as viagens marítimas revelaram ao Ocidente. Um escritor que renovou a língua portuguesa, publicando uma obra excecional e perdendo outra de igual valor.
Nascido no apogeu do império, testemunhando-lhe os primeiros sinais de decadência e as consequências do desaparecimento de D. Sebastião, a quem dedicou o seu poema épico, morto no dealbar da dominação espanhola, Camões celebrou e contestou os feitos do peito ilustre lusitano e pôs em verso as contradições de uma vida pelo mundo em pedaços repartida. Morreu doente, pobre e desalentado.
Coligindo e relacionando centenas de contributos, compulsando as fontes conhecidas, mas apresentando também dados novos, confrontando as lições adquiridas sobre a vida do autor de Os Lusíadas, Isabel Rio Novo reconstitui a época para reerguer o indivíduo, revelar aspetos escondidos durante séculos e assim restituir a história de uma personalidade extraordinária.
500 anos depois do nascimento de Luís Vaz de Camões, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte é um avanço decisivo no conhecimento da biografia do homem e do poeta, em que o rigor da pesquisa se alia ao registo inconfundível de umas das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.
- AUTOR Isabel Rio Novo
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Estado civil
14,90 €
Drieu la Rochelle é um escritor amaldiçoado, e com razão: colaborador e apoiante de Hitler, cometeu o erro supremo do século XX; suicidou-se depois de escrever uma nota que exigia a morte como traidor. A sua obra é a de um homem contraditório, que hesitou entre a Action Française e os surrealistas, entre o nacionalismo e o europeísmo, o comunismo e o fascismo, o pacifismo e o culto dos valores guerreiros, a literatura e o compromisso político. Mas a verdadeira paixão de Drieu não é a política: é a sua própria morte perseguida com um fascínio lúcido em todos os seus escritos; já em Estado Civil, um dos seus primeiros livros (1921), diz-nos: «O sangue, este hieróglifo, aparece por toda a parte sob a minha pele como o nome de um deus.»
Nesta surpreendente autobiografia, Drieu conta-nos a sua infância durante a Belle Époque, a adolescência com todos os seus tormentos e a busca de ideias que lhe servirão de bitola durante toda a sua vida. Uma biografia surpreendente, porque em vez de uma narração do passado, das historietas, das mudanças e da procrastinação da juventude, Drieu partilha com o leitor, de rajada, a sua inquietação ao nascer para o mundo, a inclinação que o prejudicará gravemente e que projecta as consequências no seu desenvolvimento posterior, mas também uma análise interessante do encontro com o mundo e as influências que a criança pode sofrer ao longo da vida.
- AUTOR Pierre Drieu La Rochelle
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Estado civil
14,90 €
Drieu la Rochelle é um escritor amaldiçoado, e com razão: colaborador e apoiante de Hitler, cometeu o erro supremo do século XX; suicidou-se depois de escrever uma nota que exigia a morte como traidor. A sua obra é a de um homem contraditório, que hesitou entre a Action Française e os surrealistas, entre o nacionalismo e o europeísmo, o comunismo e o fascismo, o pacifismo e o culto dos valores guerreiros, a literatura e o compromisso político. Mas a verdadeira paixão de Drieu não é a política: é a sua própria morte perseguida com um fascínio lúcido em todos os seus escritos; já em Estado Civil, um dos seus primeiros livros (1921), diz-nos: «O sangue, este hieróglifo, aparece por toda a parte sob a minha pele como o nome de um deus.»
Nesta surpreendente autobiografia, Drieu conta-nos a sua infância durante a Belle Époque, a adolescência com todos os seus tormentos e a busca de ideias que lhe servirão de bitola durante toda a sua vida. Uma biografia surpreendente, porque em vez de uma narração do passado, das historietas, das mudanças e da procrastinação da juventude, Drieu partilha com o leitor, de rajada, a sua inquietação ao nascer para o mundo, a inclinação que o prejudicará gravemente e que projecta as consequências no seu desenvolvimento posterior, mas também uma análise interessante do encontro com o mundo e as influências que a criança pode sofrer ao longo da vida.
- AUTOR Pierre Drieu La Rochelle
- ANO DE EDIÇÃO 2024
A pequena comunista que nunca sorria
17,50 €
1976, Jogos Olímpicos de Montreal: uma frágil menina romena obtém um dez perfeito em ginástica artística e, aos catorze anos, ofuscada por flashes, deslumbra o mundo inteiro. Quatro anos depois, lia-se num diário francês: «A rapariguinha transformou-se numa mulher, a magia desapareceu.»
Fascinada pela ascensão e queda de Nadia Comaneci, Lola Lafon conta-nos uma infância sacrificada e uma adolescência comprometida, histórias de corpos que se convertem «numa prisão em vez de numa arma».
Das ruas de Bucareste, em plena ditadura de Ceau¿escu, à fuga da ginasta para a liberdade ilusória dos EUA em 1989, A PEQUENA COMUNISTA QUE NUNCA SORRIA (2014) mergulha o leitor num relato literário sobre ideais de perfeição asfixiantes e um corpo feito mito, escravo da avidez mediática e política.
- AUTOR Lola Lafon
- ANO DE EDIÇÃO 2024
A pequena comunista que nunca sorria
17,50 €
1976, Jogos Olímpicos de Montreal: uma frágil menina romena obtém um dez perfeito em ginástica artística e, aos catorze anos, ofuscada por flashes, deslumbra o mundo inteiro. Quatro anos depois, lia-se num diário francês: «A rapariguinha transformou-se numa mulher, a magia desapareceu.»
Fascinada pela ascensão e queda de Nadia Comaneci, Lola Lafon conta-nos uma infância sacrificada e uma adolescência comprometida, histórias de corpos que se convertem «numa prisão em vez de numa arma».
Das ruas de Bucareste, em plena ditadura de Ceau¿escu, à fuga da ginasta para a liberdade ilusória dos EUA em 1989, A PEQUENA COMUNISTA QUE NUNCA SORRIA (2014) mergulha o leitor num relato literário sobre ideais de perfeição asfixiantes e um corpo feito mito, escravo da avidez mediática e política.
- AUTOR Lola Lafon
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Devaneios do caminhante solitário
15,00 €
Derradeira obra de Jean-Jacques Rousseau, inacabada e publicada postumamente, DEVANEIOS DO CAMINHANTE SOLITÁRIO (1782) eram, segundo o autor, «um apêndice das Confissões» e encerram algumas das suas mais belas linhas.
Este «registo fiel dos passeios solitários e dos devaneios que os preenchem», nas cercanias de Paris e no lago de Bienne, é, além de um duro balanço de vida, na sequência da proscrição de que Rousseau foi alvo, um eloquente conjunto de meditações que abarcam a velhice, o refrigério na natureza e a perseguição movida por uma sociedade hostil.
Livro que antecipou a sensibilidade romântica, é uma reflexão maior sobre o exílio e as poderosas cadeias que sempre tolheram a liberdade individual.
- AUTOR Jean-Jacques Rousseau
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Devaneios do caminhante solitário
15,00 €
Derradeira obra de Jean-Jacques Rousseau, inacabada e publicada postumamente, DEVANEIOS DO CAMINHANTE SOLITÁRIO (1782) eram, segundo o autor, «um apêndice das Confissões» e encerram algumas das suas mais belas linhas.
Este «registo fiel dos passeios solitários e dos devaneios que os preenchem», nas cercanias de Paris e no lago de Bienne, é, além de um duro balanço de vida, na sequência da proscrição de que Rousseau foi alvo, um eloquente conjunto de meditações que abarcam a velhice, o refrigério na natureza e a perseguição movida por uma sociedade hostil.
Livro que antecipou a sensibilidade romântica, é uma reflexão maior sobre o exílio e as poderosas cadeias que sempre tolheram a liberdade individual.
- AUTOR Jean-Jacques Rousseau
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Zami – Assim reescrevo o meu nome
22,00 €
Zami — Assim Reescrevo o Meu Nome é um livro de memórias, da infância à maturidade, que acompanha o crescimento de uma menina muito míope e solitária que virá a torna-se a fulgurante poeta «negra, lésbica, feminista, mãe, guerreira» Audre Lorde. Mais do que um relato autobiográfico, em Zami ecoam as mitologias maternas, do pentear dos cabelos à longínqua terra ancestral de Carriacou, lendária pelo amor, força e beleza das suas mulheres. Emergem das recordações de Audre imagens ternas e violentas, diálogos mudos, os primeiros poemas, a vida a expandir-se a cada encontro, o desabar doloroso de cada partida, a descoberta do amor entre mulheres, o erotismo, a resistência à pobreza, ao racismo sistémico, as roupagens e experiências da subcultura queer nova-iorquina dos anos 1950. Uma história indissociável das mulheres que a atravessaram — a mãe, as amigas, as amantes — e que deixaram a sua marca profunda, a sua «tatuagem emocional», na identidade de Audre Lorde.
- AUTOR Audre Lorde
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Zami – Assim reescrevo o meu nome
22,00 €
Zami — Assim Reescrevo o Meu Nome é um livro de memórias, da infância à maturidade, que acompanha o crescimento de uma menina muito míope e solitária que virá a torna-se a fulgurante poeta «negra, lésbica, feminista, mãe, guerreira» Audre Lorde. Mais do que um relato autobiográfico, em Zami ecoam as mitologias maternas, do pentear dos cabelos à longínqua terra ancestral de Carriacou, lendária pelo amor, força e beleza das suas mulheres. Emergem das recordações de Audre imagens ternas e violentas, diálogos mudos, os primeiros poemas, a vida a expandir-se a cada encontro, o desabar doloroso de cada partida, a descoberta do amor entre mulheres, o erotismo, a resistência à pobreza, ao racismo sistémico, as roupagens e experiências da subcultura queer nova-iorquina dos anos 1950. Uma história indissociável das mulheres que a atravessaram — a mãe, as amigas, as amantes — e que deixaram a sua marca profunda, a sua «tatuagem emocional», na identidade de Audre Lorde.
- AUTOR Audre Lorde
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Paula Rego – A luz e a sombra – Uma forma de olhar
17,50 €
A Ericeira foi um dos locais onde Paula Rego passou muito tempo da sua infância e adolescência. Nesta localidade costeira, nos anos 50, a vida era rude, sobretudo para as mulheres. Cristina Carvalho, que há vários anos vive nesta zona e conhece o passado e o presente da vila piscatória e sua envolvência, procura recriar a vida da pintora neste ambiente.
“Para a Arte e nesta minha situação, o desenho, a pintura que sou eu própria, tudo na infância se resume a um olhar muito inquietante sobre o imenso planeta onde nasci. Hoje, sei que isto se chama — planeta. Já sei isso há muito tempo, mas não sei o que seja, realmente. Nessa época, alias, sempre e até hoje, existiu em mim o pressentimento de visões sobre fantasmas longínquos, de cavernas, de seres animalescos parecidos comigo; sempre e sempre as visitas aos sótãos e subterrâneos mais ocultos e indecifráveis da minha incendiária memória. Também a grande escalada hesitante nas volutas imprevistas do meu cérebro”
- AUTOR Cristina Carvalho
- ANO DE EDIÇÃO 2023
Paula Rego – A luz e a sombra – Uma forma de olhar
17,50 €
A Ericeira foi um dos locais onde Paula Rego passou muito tempo da sua infância e adolescência. Nesta localidade costeira, nos anos 50, a vida era rude, sobretudo para as mulheres. Cristina Carvalho, que há vários anos vive nesta zona e conhece o passado e o presente da vila piscatória e sua envolvência, procura recriar a vida da pintora neste ambiente.
“Para a Arte e nesta minha situação, o desenho, a pintura que sou eu própria, tudo na infância se resume a um olhar muito inquietante sobre o imenso planeta onde nasci. Hoje, sei que isto se chama — planeta. Já sei isso há muito tempo, mas não sei o que seja, realmente. Nessa época, alias, sempre e até hoje, existiu em mim o pressentimento de visões sobre fantasmas longínquos, de cavernas, de seres animalescos parecidos comigo; sempre e sempre as visitas aos sótãos e subterrâneos mais ocultos e indecifráveis da minha incendiária memória. Também a grande escalada hesitante nas volutas imprevistas do meu cérebro”
- AUTOR Cristina Carvalho
- ANO DE EDIÇÃO 2023
Amor e perda
18,00 €
Amy Bloom começou a reparar em mudanças no marido, Brian. Reformou-se de um novo emprego de que gostava. Afastou-se das amizades mais próximas. Começou a falar bastante sobre o passado. Subitamente sentiu que existia uma parede de vidro entre eles. As suas longas caminhadas e conversas cessaram. O seu mundo foi lentamente abalado até uma ressonância magnética confirmar o que não podiam mais ignorar: Brian sofria de Alzheimer.
Ponderaram o impacto que isso teria no seu futuro como casal. Brian estava determinado a morrer de pé. A não viver de joelhos. Apoiando-se mutuamente numa última jornada, Brian e Amy tomaram a complicada decisão de recorrer à Dignitas, uma organização com sede na Suíça que permite às pessoas terminarem a sua própria vida com paz e dignidade.
Este livro discute a parte da vida que quase sempre evitamos discutir, o fim.
- AUTOR Amy Bloom
- ANO DE EDIÇÃO 2023
Amor e perda
18,00 €
Amy Bloom começou a reparar em mudanças no marido, Brian. Reformou-se de um novo emprego de que gostava. Afastou-se das amizades mais próximas. Começou a falar bastante sobre o passado. Subitamente sentiu que existia uma parede de vidro entre eles. As suas longas caminhadas e conversas cessaram. O seu mundo foi lentamente abalado até uma ressonância magnética confirmar o que não podiam mais ignorar: Brian sofria de Alzheimer.
Ponderaram o impacto que isso teria no seu futuro como casal. Brian estava determinado a morrer de pé. A não viver de joelhos. Apoiando-se mutuamente numa última jornada, Brian e Amy tomaram a complicada decisão de recorrer à Dignitas, uma organização com sede na Suíça que permite às pessoas terminarem a sua própria vida com paz e dignidade.
Este livro discute a parte da vida que quase sempre evitamos discutir, o fim.
- AUTOR Amy Bloom
- ANO DE EDIÇÃO 2023