Evgueni Sokolov
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Evgueni Sokolov é uma novela satírica em que Serge Gainsbourg põe a nu a ascensão e queda de um jovem pintor acometido por um problema embaraçoso: flatulências incontroláveis. Transformando o acaso fisiológico em gesto estético, Sokolov inventa os gasogramas — traçados nervosos produzidos por vibrações enquanto se senta num selim especial.
O achado, promovido por um marchand oportunista, converte-o numa sensação do mundo da arte, idolatrado por coleccionadores e revistas. À medida que a fama cresce, também crescem o cinismo do meio, a auto-exposição e a autodestruição do protagonista, até um desfecho trágico que sela a parábola sobre talento, acaso, mercado e celebridade.
Lida, desde a primeira edição, como alegoria corrosiva do sistema artístico, a novela foi notada pelo seu humor escatológico e pelo tom burlesco com que desmonta o fetichismo do novo e a pose vanguardista. Ainda que «assente numa única piada», o texto funciona como metáfora eficaz do acto de criar e do preço da fama, escrita com prosa ritmada e de brilho provocatório.
Esta é a primeira tradução em língua portuguesa de uma obra que está já traduzida em mais de 15 países.
- AUTOR Serge Gainsbourg
- ANO DE EDIÇÃO 2026
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Evgueni Sokolov é uma novela satírica em que Serge Gainsbourg põe a nu a ascensão e queda de um jovem pintor acometido por um problema embaraçoso: flatulências incontroláveis. Transformando o acaso fisiológico em gesto estético, Sokolov inventa os gasogramas — traçados nervosos produzidos por vibrações enquanto se senta num selim especial.
O achado, promovido por um marchand oportunista, converte-o numa sensação do mundo da arte, idolatrado por coleccionadores e revistas. À medida que a fama cresce, também crescem o cinismo do meio, a auto-exposição e a autodestruição do protagonista, até um desfecho trágico que sela a parábola sobre talento, acaso, mercado e celebridade.
Lida, desde a primeira edição, como alegoria corrosiva do sistema artístico, a novela foi notada pelo seu humor escatológico e pelo tom burlesco com que desmonta o fetichismo do novo e a pose vanguardista. Ainda que «assente numa única piada», o texto funciona como metáfora eficaz do acto de criar e do preço da fama, escrita com prosa ritmada e de brilho provocatório.
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