Flash Point
15,00 €
Num dia quente de Verão, uma jovem japonesa deixa de ir à escola. Como uma piada inofensiva, ela e o marido desempregado da sua irmã começam a fazer vídeos parvos no Instagram, gerando milhões de visualizações. Quando ela aparece nas fotografias num comício do Shinzo Abe, a diversão toma um rumo completamente surreal e assustador. Como se sabe, a 8 de Julho de 2022, o ex-primeiro ministro é morto a tiro… . Na era da pós-verdade ela é logo envolvida em teorias da conspiração e como símbolo da extrema-direita.
Flash Point de Imai Arata atreve-se a tratar um assunto tabu, evitado por todos menos o mais corajoso dos artistas japoneses.
Na verdade, este livro é sintomático do problema da Banda Desenhada em tratar dos dias que correm, sempre preferiu escrever sobre o passado ou desenhar o futuro, fazendo impressionantes reconstituições históricas (Bourgeon, Tardi ou Nunsky) ou projecções (quase sempre) distópicas (Moebius, Geof Darrow ou Katsuhiro Otomo). O presente é que é um problema, especialmente com as bulhas ideológicas que o mundo está a viver. Se calhar sempre foi assim mas agora parecem bater-nos mesmo à nossa porta diariamente, graças às redes sociais. Também é verdade que em cada época da História há temas que são tabu ou que sejam mal acolhidos – basta lembrar as lutas ecológicas dos anos 60 e 70, em que o grande público não simpatizava e que agora, que o planeta prepara-se para dar o grande peido, toda a gente é “ecologista”.
- AUTOR Imai Arata
- ANO DE EDIÇÃO 2025
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Num dia quente de Verão, uma jovem japonesa deixa de ir à escola. Como uma piada inofensiva, ela e o marido desempregado da sua irmã começam a fazer vídeos parvos no Instagram, gerando milhões de visualizações. Quando ela aparece nas fotografias num comício do Shinzo Abe, a diversão toma um rumo completamente surreal e assustador. Como se sabe, a 8 de Julho de 2022, o ex-primeiro ministro é morto a tiro… . Na era da pós-verdade ela é logo envolvida em teorias da conspiração e como símbolo da extrema-direita.
Flash Point de Imai Arata atreve-se a tratar um assunto tabu, evitado por todos menos o mais corajoso dos artistas japoneses.
Na verdade, este livro é sintomático do problema da Banda Desenhada em tratar dos dias que correm, sempre preferiu escrever sobre o passado ou desenhar o futuro, fazendo impressionantes reconstituições históricas (Bourgeon, Tardi ou Nunsky) ou projecções (quase sempre) distópicas (Moebius, Geof Darrow ou Katsuhiro Otomo). O presente é que é um problema, especialmente com as bulhas ideológicas que o mundo está a viver. Se calhar sempre foi assim mas agora parecem bater-nos mesmo à nossa porta diariamente, graças às redes sociais. Também é verdade que em cada época da História há temas que são tabu ou que sejam mal acolhidos – basta lembrar as lutas ecológicas dos anos 60 e 70, em que o grande público não simpatizava e que agora, que o planeta prepara-se para dar o grande peido, toda a gente é “ecologista”.
- AUTOR Imai Arata
- ANO DE EDIÇÃO 2025
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