Paterson
15,90 €
É o rigor da beleza que se procura. Mas como encontrar a beleza se ela está encerrada no espírito sem qualquer possibilidade de protesto?
- AUTOR William Carlos Williams
- ANO DE EDIÇÃO 1998
- ISBN 9789727083794
Esgotado
É o rigor da beleza que se procura. Mas como encontrar a beleza se ela está encerrada no espírito sem qualquer possibilidade de protesto?
- AUTOR William Carlos Williams
- ANO DE EDIÇÃO 1998
- ISBN 9789727083794
Informação adicional
| Dimensões (C x L x A) | 23,8 × 16,4 cm |
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Eu sou o anjo do desespero. Com as minhas mãos distribuo o êxtase, o adormecimento, o esquecimento gozo e dor dos corpos. A minha fala é o silêncio, o meu canto o grito. Na sombra das minhas asas mora o terror. A minha esperança é o último sopro. A minha esperança é a primeira batalha. Eu sou a faca com que o morto abre o caixão. Eu sou aquele que há-de ser. O meu voo é a revolta, o meu céu o abismo de amanhã.
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«Byron, Shelley e Keats são os poetas que melhor representam a segunda geração romântica. A brevidade da sua vida — dramaticamente interrompida logo no início dos anos 20, morrendo Byron, o mais velho, apenas com 36 anos, enquanto Coleridge e, sobretudo, Wordsworth lhes sobreviveriam — foi compensada ardorosamente pela intensidade com que esses “anjos ineficazes”, para usarmos uma expressão de Matthew Arnold, se entregaram à aventura da poesia.» [Do Prefácio]
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Da mesma forma que pensamos e nos admiramos como pode um tigre, sem mais nem menos, aparecer na rua, tal como no poema de Daniil Harms, também com igual surpresa reagimos ao facto da poesia andar tão arredada do dia-a-dia de tanta gente. Rendidos aos lugares comuns, impávidos e serenos face à uniformização cultural, adormecidos por discursos palavrosos, assistimos ao delapidar do carácter luminoso e dissonante da palavra. Razões mais que suficientes para que todos os momentos sejam poucos para celebrar a poesia e nela encontrarmos o contraponto e a resistência perante este estado de coisas. Assim surge este livro: mais uma porta, ou janela, se preferirem, para a poesia. Uma colheita de poemas que é um pequeno contributo para que, de facto, possamos ir ao encontro de uma realidade ainda um pouco distante, ou seja, uma verdadeira diversidade na oferta deste género.
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