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Obediência

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Hélio Sol-Negro, menino baiano, foi resgatado por Lorenz, jesuíta e médico botânico.
Sobreviveram às razias na selva amazónica, escaparam às perseguições falangistas e à guerra fraticida que sepultou milhares de vermelhos e azuis que lutavam na Península Ibérica.
Naquelas anos sangrentos, ocultos na cripta do mosteiro de Oia, acompanhados por uma virgem Zuruahã e por dois jesuítas anciãos, traduziram obras perdidas e estudaram volumes esquecidos pelos labirintos escolásticos da Companhia de Jesus.
Na prisão nacionalista, que ficava por cima da cripta, fizeram amizade com republicanos, maçons e anarquistas.
Anos mais tarde, já no final da sua vida, Hélio Sol-Negro retoma o trabalho do seu pai e tenta reescrever as quarentas Cartas de Tiago – o maior segredo do mundo.

  • AUTOR Sérgio Firmino Mendes
  • ANO DE EDIÇÃO 2023

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REF: 9789895394463
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Hélio Sol-Negro, menino baiano, foi resgatado por Lorenz, jesuíta e médico botânico.
Sobreviveram às razias na selva amazónica, escaparam às perseguições falangistas e à guerra fraticida que sepultou milhares de vermelhos e azuis que lutavam na Península Ibérica.
Naquelas anos sangrentos, ocultos na cripta do mosteiro de Oia, acompanhados por uma virgem Zuruahã e por dois jesuítas anciãos, traduziram obras perdidas e estudaram volumes esquecidos pelos labirintos escolásticos da Companhia de Jesus.
Na prisão nacionalista, que ficava por cima da cripta, fizeram amizade com republicanos, maçons e anarquistas.
Anos mais tarde, já no final da sua vida, Hélio Sol-Negro retoma o trabalho do seu pai e tenta reescrever as quarentas Cartas de Tiago – o maior segredo do mundo.

  • AUTOR Sérgio Firmino Mendes
  • ANO DE EDIÇÃO 2023

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O quarto da mãe

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Eu sei que a mãe está doente. Às vezes, grita e dá murros no teclado, fala sozinha na varanda. Eu sei que faz isso por ter sofrido muito em Leninegrado. Ela disse-me que comia gelo e sementes que apanhava no pátio. Disse-me que perdeu o pai e a mãe naquele inverno. O meu pai fugiu para França, levou a G3, mas envia-nos dinheiro todos os meses. A mãe deixou de dar aulas de piano e não faz de comer. Levanta-se depois do meio-dia e eu nunca ouço a porta do quarto a abrir. Fecha-se na casa de banho e aparece tal e qual como no dia anterior, vestida com madeixas louras e sem o meu sorriso. A mãe tem as coxas e os braços cheios de negras. Não dizemos bom-dia nem ela diz o meu nome. Senta-se de cócoras diante da janela grande da sala e fuma o primeiro cigarro da manhã. Fica sentada a olhar os campos e os choupos e eu olho-a atrás das duas portas vidradas. Se ela começa a chorar ou a tossir pelo fumo que lhe esconde o rosto, começo a correr pela alcatifa e peço-lhe: – Mãe, vamos comprar pão. Ela levanta-se, abre a bolsa para contar o dinheiro e vamos de mãos dadas até à pastelaria, atravessando jardins floridos de cardeais e amores-perfeitos.
  • AUTOR Sérgio Mendes
  • ANO DE EDIÇÃO 2018
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  • AUTOR Sérgio Mendes
  • ANO DE EDIÇÃO 2018
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Visitações

12,00 
«Ser árvore é a linha mais precisa Sua cabeleira raiz profunda Sua sombra delida difundida E nesse lugar a humanidade será mais concisa Depois do húmus da vida Renasceremos singulares frutos caídos Depois de ressurreições floridas Habitaremos o mesmo perene sonho contínuo»
  • TEXTO Sérgio Mendes
  • FOTOGRAFIA Mario Santos
  • ANO DE EDIÇÃO 2020
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Sofia no mundo das coisas perdidas

11,00 
Sofia vivia num palacete cor-de-rosa cheio de livros proibidos, rodeada por labirintos exóticos e árvores antiquíssimas. Certo dia, depois de ter perseguido uma borboleta-fantasma, entrou numa gruta escura que a levou até ao Mundo das Coisas Perdidas. No caminho pelo interior da Terra, conheceu dois simpáticos mapinguaris, Onofre e Orestes. Na companhia do Onofre, Sofia atravessou a cidade dos mapinguaris, conheceu salamandras-dos-vulcões, visitou lagos povoados por ondinas, desceu, no colo de um silfo, para o mundo onde vivem elementais e animais desconhecidos. Foi lá que encontrou a chave para abrir as portas dos armários fechados do palacete. No final, acontece uma coisa surpreendente, e só aqueles que gostam de ler sabem do que estamos a falar...
  • TEXTO Sérgio Mendes
  • ILUSTRAÇÃO Ângela Vieira
  • ANO DE EDIÇÃO 2019
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