Catulo, XV Poemas – Poesia erótica romana (Século I A.C.)
12,00 €
Quinze poemas curtos, com mais de 2.000 anos , plenos de ironia e erotismo, forma traduzidos directamente do latim e ilustrados.
- ANO DE EDIÇÃO 2017
Catulo, XV Poemas – Poesia erótica romana (Século I A.C.)
12,00 €
Quinze poemas curtos, com mais de 2.000 anos , plenos de ironia e erotismo, forma traduzidos directamente do latim e ilustrados.
- ANO DE EDIÇÃO 2017
A imagem fantasma
13,50 €
A imagem fantasma é constituído por sessenta e quatro breves ensaios nos quais Hervé Guibert, recorrendo à memória e à fantasia, reflecte acerca da fotografia e da sua experiência pessoal como artista.
Esta foi em certa medida uma resposta a Roland Barthes e ao canónico A Câmara Clara, mas seguindo caminhos distintos na forma como envolve o retrato de família e o de amigos, de desejo e de morte, a Polaroid e o photomaton, a fotografia de Polícia e a de viagem, e, por fim, o fantasma de todas as fotografias que ficaram por fazer.
- AUTOR Hervé Guibert
- ANO DE EDIÇÃO 2023
A imagem fantasma
13,50 €
A imagem fantasma é constituído por sessenta e quatro breves ensaios nos quais Hervé Guibert, recorrendo à memória e à fantasia, reflecte acerca da fotografia e da sua experiência pessoal como artista.
Esta foi em certa medida uma resposta a Roland Barthes e ao canónico A Câmara Clara, mas seguindo caminhos distintos na forma como envolve o retrato de família e o de amigos, de desejo e de morte, a Polaroid e o photomaton, a fotografia de Polícia e a de viagem, e, por fim, o fantasma de todas as fotografias que ficaram por fazer.
- AUTOR Hervé Guibert
- ANO DE EDIÇÃO 2023
Não sou da família – Notas sobre Pasolini
12,00 €
Não sou da família é um glossário, um digest, um conjunto de entradas que ajudam a fazer o desenho da vida e da obra de Pier Paolo Pasolini (1922-1975).
Juventude e Pirilampos, Callas, Gramsci e Cristo, África e Roma, Derrota e Masoquismo são, entre outros, alguns dos traços desse desenho.
- AUTOR João Oliveira Duarte
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Não sou da família – Notas sobre Pasolini
12,00 €
Não sou da família é um glossário, um digest, um conjunto de entradas que ajudam a fazer o desenho da vida e da obra de Pier Paolo Pasolini (1922-1975).
Juventude e Pirilampos, Callas, Gramsci e Cristo, África e Roma, Derrota e Masoquismo são, entre outros, alguns dos traços desse desenho.
- AUTOR João Oliveira Duarte
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Inverno – Livro para pintar
12,00 €
Um livro para pintar a Primavera, o Verão, o Outono (e também o Inverno).
64 árvores de folha caduca, desenhadas nos invernos de 22/23 e 23/24, foram seleccionadas e agrupadas neste livro com o intuito de serem pintadas.
Folhas verdes ou folhas secas a canetas de feltro; corações gravados no tronco a lapiseira; flores primaveris ou frutos maduros a guache; ninhos de melro ou armadilhas de vespas a esferográfica: vale tudo!
- AUTOR Nuno Neves
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Inverno – Livro para pintar
12,00 €
Um livro para pintar a Primavera, o Verão, o Outono (e também o Inverno).
64 árvores de folha caduca, desenhadas nos invernos de 22/23 e 23/24, foram seleccionadas e agrupadas neste livro com o intuito de serem pintadas.
Folhas verdes ou folhas secas a canetas de feltro; corações gravados no tronco a lapiseira; flores primaveris ou frutos maduros a guache; ninhos de melro ou armadilhas de vespas a esferográfica: vale tudo!
- AUTOR Nuno Neves
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Caderno Tatuagem
9,80 €
Depois de termos lido Typee de Herman Melville, baseado nas suas experiências pessoais entre antropófagos de pele tatuada das Ilhas Marquesas; depois de termos folheado O Homem Ilustrado de Ray Bradbury, onde um corpo preenchido com desenhos tem o poder de contar histórias e prever o futuro; depois de termos visto um documentário sobre Ötzi - a múmia tirolesa, decorada com 61 tatuagens; e depois de termos rido com um episódio do Shin Chan sobre um chefe Yakuza pintado da cabeça aos pés, resolvemos fazer este caderno.
Dois homens e duas mulheres de diferentes compleições, criados a partir de desenhos de Albrecht Dürer, surgem em variadas poses, prestes a serem tatuados ao longo de 48 páginas.
- ANO DE EDIÇÃO 2016
Caderno Tatuagem
9,80 €
Depois de termos lido Typee de Herman Melville, baseado nas suas experiências pessoais entre antropófagos de pele tatuada das Ilhas Marquesas; depois de termos folheado O Homem Ilustrado de Ray Bradbury, onde um corpo preenchido com desenhos tem o poder de contar histórias e prever o futuro; depois de termos visto um documentário sobre Ötzi - a múmia tirolesa, decorada com 61 tatuagens; e depois de termos rido com um episódio do Shin Chan sobre um chefe Yakuza pintado da cabeça aos pés, resolvemos fazer este caderno.
Dois homens e duas mulheres de diferentes compleições, criados a partir de desenhos de Albrecht Dürer, surgem em variadas poses, prestes a serem tatuados ao longo de 48 páginas.
- ANO DE EDIÇÃO 2016
O Novo Guia da Conversação em Portuguez e Inglez
11,40 €
Em meados do século XIX, muito antes do Google Translator nos oferecer pérolas de tradução automática, existiu um filólogo português, de seu nome Pedro Carolino, que não percebendo patavina da língua de Chaucer, ousou criar um novo guia de conversação em português e inglês.
Munido, ao que parece, de um guia de conversação de português-francês da autoria de José da Fonseca e de um dicionário francês-inglês, empreendeu a árdua tarefa de fazer a ponte entre estes dois livros, usando a língua francesa como charneira. O resultado foi desastroso, mas ao mesmo tempo sublime e intemporal!
A língua inglesa foi vilipendiada, mas simultaneamente enriquecida com novas expressões tais como: ""He do the devil at four - Ele faz o diabo a quatro"", ou ""Cat scalded fear the cold water - Gato escaldado de água fria tem medo"" ou ainda ""That not says a word, consent - Quem cala consente"".
A presente edição fac-similada pretende trazer aos leitores de hoje este clássico do humor não intencional tal como surgiu ao público em 1855.
- AUTORES José da Fonseca e Pedro Carolino
- ANO DE EDIÇÃO 2016
O Novo Guia da Conversação em Portuguez e Inglez
11,40 €
Em meados do século XIX, muito antes do Google Translator nos oferecer pérolas de tradução automática, existiu um filólogo português, de seu nome Pedro Carolino, que não percebendo patavina da língua de Chaucer, ousou criar um novo guia de conversação em português e inglês.
Munido, ao que parece, de um guia de conversação de português-francês da autoria de José da Fonseca e de um dicionário francês-inglês, empreendeu a árdua tarefa de fazer a ponte entre estes dois livros, usando a língua francesa como charneira. O resultado foi desastroso, mas ao mesmo tempo sublime e intemporal!
A língua inglesa foi vilipendiada, mas simultaneamente enriquecida com novas expressões tais como: ""He do the devil at four - Ele faz o diabo a quatro"", ou ""Cat scalded fear the cold water - Gato escaldado de água fria tem medo"" ou ainda ""That not says a word, consent - Quem cala consente"".
A presente edição fac-similada pretende trazer aos leitores de hoje este clássico do humor não intencional tal como surgiu ao público em 1855.
- AUTORES José da Fonseca e Pedro Carolino
- ANO DE EDIÇÃO 2016
A vingança criadora – Contos completos
22,00 €
Pela primeira vez em Portugal os contos do pai da moderna literatura mexicana, Alfonso Reyes. Erotismo, paixão, poesia, erudição, história e imaginação. Sobre Alfonso Reyes, Jorge Luis Borges afirmou que era «o melhor prosador de língua espanhola de qualquer época». Octávio Paz, Prémio Nobel da Literatura, disse também que Reyes ensinou a América Latina a escrever.
Os contos de Reyes, inéditos em Portugal, tocam temas como o amor, o erotismo, a poesia, o humor, a imaginação e o sonho, temas que o Autor cruza com a sua enorme cultura, com a história e com referências surpreendentes. Acima de tudo, a escrita de Reyes surpreende pela simplicidade com que cria relações complexas de sentido entre mitos criadores, como o universo Maia, a antiguidade clássica ou a Bíblia, com temas como identidade e memória.
Das mais variadas formas, as narrativas breves de Reyes tocam em todos os aspectos que nos tornam profundamente humanos, sem nunca repetir fórmulas ou conceitos, revelando ao leitor o que une a mitologia, a vida do quotidiano e o nosso subconsciente, e questionando de que forma essa linha de continuidade nos define como seres únicos.
- AUTOR Alfonso Reyes
- ANO DE EDIÇÃO 2024
A vingança criadora – Contos completos
22,00 €
Pela primeira vez em Portugal os contos do pai da moderna literatura mexicana, Alfonso Reyes. Erotismo, paixão, poesia, erudição, história e imaginação. Sobre Alfonso Reyes, Jorge Luis Borges afirmou que era «o melhor prosador de língua espanhola de qualquer época». Octávio Paz, Prémio Nobel da Literatura, disse também que Reyes ensinou a América Latina a escrever.
Os contos de Reyes, inéditos em Portugal, tocam temas como o amor, o erotismo, a poesia, o humor, a imaginação e o sonho, temas que o Autor cruza com a sua enorme cultura, com a história e com referências surpreendentes. Acima de tudo, a escrita de Reyes surpreende pela simplicidade com que cria relações complexas de sentido entre mitos criadores, como o universo Maia, a antiguidade clássica ou a Bíblia, com temas como identidade e memória.
Das mais variadas formas, as narrativas breves de Reyes tocam em todos os aspectos que nos tornam profundamente humanos, sem nunca repetir fórmulas ou conceitos, revelando ao leitor o que une a mitologia, a vida do quotidiano e o nosso subconsciente, e questionando de que forma essa linha de continuidade nos define como seres únicos.
- AUTOR Alfonso Reyes
- ANO DE EDIÇÃO 2024
Fanfulla
33,00 €
Fanfulla é uma das histórias de Pratt menos conhecidas do grande público. No entanto, não deixa de ser uma pequena pérola gráfica que o Mestre realizou ao longo dos cinco anos em que colaborou com o célebre semanário italiano juvenil, Corriere dei Piccoli.
As aventuras de Fanfulla (o seu título inicial) foram publicadas em episódio nesta revista, desde o n.° 41, de 8 de Outubro de 1967, até ao n.° 8, de Fevereiro de 1968, 45 pranchas alternando em tricromia e bicromia. Desde então, Fanfulla caiu num esquecimento editorial, do qual nem sequer o tiraram várias publicações pontuais com tiragens limitadas. que pena! Principalmente porque, com um trabalho feito à medida por Mino Milani, Pratt queria dar um novo rumo à banda desenhada nas páginas do semanário.
Esta história apresenta Fanfulla da Lodi (o seu nome verdadeiro é Bartolomeo Tito Alon), um valoroso condottiere que combateu nos principais feitos de guerra do século XVI italiano. A narrativa começa a 6 de Maio de 1527, com o saque de Roma pelos lansquenetes ao serviço de Carlos V, comandados pelo general Georges Frunsdsberg, com os quais Fanfulla alinhou.
- AUTORES Hugo Pratt e Mino Milani
- ANO DE EDIÇÃO 2026
Fanfulla
33,00 €
Fanfulla é uma das histórias de Pratt menos conhecidas do grande público. No entanto, não deixa de ser uma pequena pérola gráfica que o Mestre realizou ao longo dos cinco anos em que colaborou com o célebre semanário italiano juvenil, Corriere dei Piccoli.
As aventuras de Fanfulla (o seu título inicial) foram publicadas em episódio nesta revista, desde o n.° 41, de 8 de Outubro de 1967, até ao n.° 8, de Fevereiro de 1968, 45 pranchas alternando em tricromia e bicromia. Desde então, Fanfulla caiu num esquecimento editorial, do qual nem sequer o tiraram várias publicações pontuais com tiragens limitadas. que pena! Principalmente porque, com um trabalho feito à medida por Mino Milani, Pratt queria dar um novo rumo à banda desenhada nas páginas do semanário.
Esta história apresenta Fanfulla da Lodi (o seu nome verdadeiro é Bartolomeo Tito Alon), um valoroso condottiere que combateu nos principais feitos de guerra do século XVI italiano. A narrativa começa a 6 de Maio de 1527, com o saque de Roma pelos lansquenetes ao serviço de Carlos V, comandados pelo general Georges Frunsdsberg, com os quais Fanfulla alinhou.
- AUTORES Hugo Pratt e Mino Milani
- ANO DE EDIÇÃO 2026
A estalagem volante
16,90 €
Inglaterra, algures no futuro e depois de várias convulsões sociais, Chesterton imagina uma sociedade em que o movimento Temperance, um movimento social real que advogava a abstinência e esteve em voga nos países anglófonos e escandinavos e na base da lei seca americana, conseguiu impor no Reino Unido um regime de abstinência que permitiu que uma espécie de governo islâmico progressista se instalasse.
Humphrey Pumph e o Capitão Patrick Dalroy atravessam o país com uma missão: alcoolizar toda uma nação. Em perseguição, a polícia islâmica.
Entre a utopia e a distopia, Chesterton escreve sobre extremismos e bebedeiras de bradar aos céus. Uma obra-prima esquecida da literatura europeia.
- AUTOR G.K. Chesterton
- ANO DE EDIÇÃO 2019
A estalagem volante
16,90 €
Inglaterra, algures no futuro e depois de várias convulsões sociais, Chesterton imagina uma sociedade em que o movimento Temperance, um movimento social real que advogava a abstinência e esteve em voga nos países anglófonos e escandinavos e na base da lei seca americana, conseguiu impor no Reino Unido um regime de abstinência que permitiu que uma espécie de governo islâmico progressista se instalasse.
Humphrey Pumph e o Capitão Patrick Dalroy atravessam o país com uma missão: alcoolizar toda uma nação. Em perseguição, a polícia islâmica.
Entre a utopia e a distopia, Chesterton escreve sobre extremismos e bebedeiras de bradar aos céus. Uma obra-prima esquecida da literatura europeia.
- AUTOR G.K. Chesterton
- ANO DE EDIÇÃO 2019
Uma família em Bruxelas
10,00 €
Pela janela de um apartamento em Bruxelas vê-se uma mulher, quase sempre vestida de roupão e envolta nas suas memórias. Ela acaba de perder o marido. Por isso passa muito tempo ao telefone, a falar com as filhas, uma em Ménilmontant, um bairro de Paris, outra na América do Sul, e com a família espalhada pelo mundo.
Nesse labirinto de vozes, evoca o vazio que a cerca, com a delicadeza de uma fuga musical. Para além do nome impronunciável da Shoah e do silêncio dos sobreviventes, fala de uma solidão indescritível e dos pequenos arranjos com a vida.
Memórias no meio das banalidades do quotidiano. Uma história de luto sublimada por palavras, Uma Família em Bruxelas é uma conversa íntima como um livro aberto.
- AUTOR Chantal Akerman
- ANO DE EDIÇÃO 2023
Uma família em Bruxelas
10,00 €
Pela janela de um apartamento em Bruxelas vê-se uma mulher, quase sempre vestida de roupão e envolta nas suas memórias. Ela acaba de perder o marido. Por isso passa muito tempo ao telefone, a falar com as filhas, uma em Ménilmontant, um bairro de Paris, outra na América do Sul, e com a família espalhada pelo mundo.
Nesse labirinto de vozes, evoca o vazio que a cerca, com a delicadeza de uma fuga musical. Para além do nome impronunciável da Shoah e do silêncio dos sobreviventes, fala de uma solidão indescritível e dos pequenos arranjos com a vida.
Memórias no meio das banalidades do quotidiano. Uma história de luto sublimada por palavras, Uma Família em Bruxelas é uma conversa íntima como um livro aberto.
- AUTOR Chantal Akerman
- ANO DE EDIÇÃO 2023
16 de Outubro de 1943 seguido de Oito Judeus
14,90 €
Giacomo Debenedetti deixou uma obra curta, mas, ainda assim, uma obra que lhe granjeou um lugar de destaque na literatura do século XX.
Estes dois textos, escritos respectivamente em 1944 e 1945, mostram bem a razão do reconhecimento que muitos dos seus pares na literatura lhe devotavam. Nomes como Alberto Moravia, Natalia Ginzburg ou Guido Piovene são apenas alguns desses escritores.
16 de Outubro de 1943
Ensaio narrativo em que Debenedetti reconstrói, hora a hora, a rusga nazi contra a comunidade judaica de Roma. A partir de testemunhos, telefonemas interrompidos, portas arrombadas e pequenos gestos de sobrevivência, o autor mostra como o terror se infiltra no quotidiano: vizinhos que ajudam, outros que denunciam, famílias que se dispersam em esconderijos improvisados. A narração acompanha os preparativos, a detenção em massa e a deportação que se segue, registando tanto a frieza burocrática dos algozes como a perplexidade e a coragem dos perseguidos. Sem retórica, a prosa transforma factos documentais em drama humano, iluminando o mecanismo da perseguição e a indiferença que a permitiu. O resultado é um retrato pungente de um único dia que concentra a violência de uma época.
Oito Judeus
Conjunto de retratos ficcionais em que Debenedetti segue oito pessoas judaicas perante as leis raciais e a caça ao homem. Cada figura — um estudante, um comerciante, uma mãe, um intelectual, entre outros — enfrenta a mesma ameaça com estratégias e fragilidades distintas: disfarces, fugas, negociações, súbitos sobressaltos de esperança. O autor fixa as minúcias do medo e da dignidade: a mala feita à pressa, a campainha que toca de madrugada, a escolha entre ficar e desaparecer. Sem moralismos, a escrita alterna entre observação clínica e compaixão, revelando como a violência colectiva se abate sobre vidas comuns. Ao justapor estes destinos, o livro compõe uma só história: a da vulnerabilidade e da resistência individuais diante da máquina persecutória.
- AUTOR Giacomo Debenedetti
- ANO DE EDIÇÃO 2026
16 de Outubro de 1943 seguido de Oito Judeus
14,90 €
Giacomo Debenedetti deixou uma obra curta, mas, ainda assim, uma obra que lhe granjeou um lugar de destaque na literatura do século XX.
Estes dois textos, escritos respectivamente em 1944 e 1945, mostram bem a razão do reconhecimento que muitos dos seus pares na literatura lhe devotavam. Nomes como Alberto Moravia, Natalia Ginzburg ou Guido Piovene são apenas alguns desses escritores.
16 de Outubro de 1943
Ensaio narrativo em que Debenedetti reconstrói, hora a hora, a rusga nazi contra a comunidade judaica de Roma. A partir de testemunhos, telefonemas interrompidos, portas arrombadas e pequenos gestos de sobrevivência, o autor mostra como o terror se infiltra no quotidiano: vizinhos que ajudam, outros que denunciam, famílias que se dispersam em esconderijos improvisados. A narração acompanha os preparativos, a detenção em massa e a deportação que se segue, registando tanto a frieza burocrática dos algozes como a perplexidade e a coragem dos perseguidos. Sem retórica, a prosa transforma factos documentais em drama humano, iluminando o mecanismo da perseguição e a indiferença que a permitiu. O resultado é um retrato pungente de um único dia que concentra a violência de uma época.
Oito Judeus
Conjunto de retratos ficcionais em que Debenedetti segue oito pessoas judaicas perante as leis raciais e a caça ao homem. Cada figura — um estudante, um comerciante, uma mãe, um intelectual, entre outros — enfrenta a mesma ameaça com estratégias e fragilidades distintas: disfarces, fugas, negociações, súbitos sobressaltos de esperança. O autor fixa as minúcias do medo e da dignidade: a mala feita à pressa, a campainha que toca de madrugada, a escolha entre ficar e desaparecer. Sem moralismos, a escrita alterna entre observação clínica e compaixão, revelando como a violência colectiva se abate sobre vidas comuns. Ao justapor estes destinos, o livro compõe uma só história: a da vulnerabilidade e da resistência individuais diante da máquina persecutória.
- AUTOR Giacomo Debenedetti
- ANO DE EDIÇÃO 2026
Evgueni Sokolov
12,90 €
Evgueni Sokolov é uma novela satírica em que Serge Gainsbourg põe a nu a ascensão e queda de um jovem pintor acometido por um problema embaraçoso: flatulências incontroláveis. Transformando o acaso fisiológico em gesto estético, Sokolov inventa os gasogramas — traçados nervosos produzidos por vibrações enquanto se senta num selim especial.
O achado, promovido por um marchand oportunista, converte-o numa sensação do mundo da arte, idolatrado por coleccionadores e revistas. À medida que a fama cresce, também crescem o cinismo do meio, a auto-exposição e a autodestruição do protagonista, até um desfecho trágico que sela a parábola sobre talento, acaso, mercado e celebridade.
Lida, desde a primeira edição, como alegoria corrosiva do sistema artístico, a novela foi notada pelo seu humor escatológico e pelo tom burlesco com que desmonta o fetichismo do novo e a pose vanguardista. Ainda que «assente numa única piada», o texto funciona como metáfora eficaz do acto de criar e do preço da fama, escrita com prosa ritmada e de brilho provocatório.
Esta é a primeira tradução em língua portuguesa de uma obra que está já traduzida em mais de 15 países.
- AUTOR Serge Gainsbourg
- ANO DE EDIÇÃO 2026
Evgueni Sokolov
12,90 €
Evgueni Sokolov é uma novela satírica em que Serge Gainsbourg põe a nu a ascensão e queda de um jovem pintor acometido por um problema embaraçoso: flatulências incontroláveis. Transformando o acaso fisiológico em gesto estético, Sokolov inventa os gasogramas — traçados nervosos produzidos por vibrações enquanto se senta num selim especial.
O achado, promovido por um marchand oportunista, converte-o numa sensação do mundo da arte, idolatrado por coleccionadores e revistas. À medida que a fama cresce, também crescem o cinismo do meio, a auto-exposição e a autodestruição do protagonista, até um desfecho trágico que sela a parábola sobre talento, acaso, mercado e celebridade.
Lida, desde a primeira edição, como alegoria corrosiva do sistema artístico, a novela foi notada pelo seu humor escatológico e pelo tom burlesco com que desmonta o fetichismo do novo e a pose vanguardista. Ainda que «assente numa única piada», o texto funciona como metáfora eficaz do acto de criar e do preço da fama, escrita com prosa ritmada e de brilho provocatório.
Esta é a primeira tradução em língua portuguesa de uma obra que está já traduzida em mais de 15 países.
- AUTOR Serge Gainsbourg
- ANO DE EDIÇÃO 2026