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Rosa Ramalho – Fui eu, quem é que havia de ser?

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«A vida e a obra de Rosa Ramalho estão envoltas em mistério logo desde o início. Por exemplo, Ramalho não era o seu verdadeiro apelido, e sim uma alcunha herdada do pai (a mãe deste costumava dizer-lhe que se sentasse à sombra dos ramalhos, uns ramos frondosos que haveria junto a casa). Amenina franzina que nasceu em Galegos de São Martinho no dia 14 de agosto de 1888 chamava-se, isso sim, Rosa Barbosa Lopes.
Conta-se que a própria só conheceu o seu nome completo aos 82 anos, quando pela primeira vez foi fazer um documento de identificação, mas entre o seu nascimento e esse instante muita coisa aconteceu. (…)
Em julho de 1956, a barrista estava na sua banca na feira de Paranhos, nos arredores do Porto, quando um jovem se aproximou e começou a admirar a mercadoria. Conta-se que ele, olhando muito para um lagarto, apontou para o dito e perguntou: «Quem fez esta peça?» ao que Rosa respondeu prontamente: «Fui eu, quem é que havia de ser?» a isto seguiu-se nova pergunta: «E como é que o fez?» Vindo logo a resposta: «Com as mãos, como é que havia de ser? (…)
Afinal, aquele não era um cliente qualquer, chamava-se António Quadros e era pintor e professor-assistente na Faculdade de Belas-Artes do Porto. Naquele dia, com aquela troca de palavras, um artista reconheceu que estava diante de outro artista.»

  • TEXTO Rita Canas Mendes
  • ILUSTRAÇÃO Sebastião Peixoto
  • ANO DE EDIÇÃO 2022

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REF: 9789722730198
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«A vida e a obra de Rosa Ramalho estão envoltas em mistério logo desde o início. Por exemplo, Ramalho não era o seu verdadeiro apelido, e sim uma alcunha herdada do pai (a mãe deste costumava dizer-lhe que se sentasse à sombra dos ramalhos, uns ramos frondosos que haveria junto a casa). Amenina franzina que nasceu em Galegos de São Martinho no dia 14 de agosto de 1888 chamava-se, isso sim, Rosa Barbosa Lopes.
Conta-se que a própria só conheceu o seu nome completo aos 82 anos, quando pela primeira vez foi fazer um documento de identificação, mas entre o seu nascimento e esse instante muita coisa aconteceu. (…)
Em julho de 1956, a barrista estava na sua banca na feira de Paranhos, nos arredores do Porto, quando um jovem se aproximou e começou a admirar a mercadoria. Conta-se que ele, olhando muito para um lagarto, apontou para o dito e perguntou: «Quem fez esta peça?» ao que Rosa respondeu prontamente: «Fui eu, quem é que havia de ser?» a isto seguiu-se nova pergunta: «E como é que o fez?» Vindo logo a resposta: «Com as mãos, como é que havia de ser? (…)
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  • TEXTO Rita Canas Mendes
  • ILUSTRAÇÃO Sebastião Peixoto
  • ANO DE EDIÇÃO 2022

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  • TEXTO Sofia Fraga
  • ILUSTRAÇÃO Sebastião Peixoto
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  • TEXTO António Amargo
  • ILUSTRAÇÃO André Ruivo, Marta Madureira, Rita Carvalho e Sebastião Peixoto
  • ANO DE EDIÇÃO 2021
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  • AUTOR Rita Canas Mendes
  • ANO DE EDIÇÃO 2018
  • EAN 978-989-99998-5-5
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