As prisões estão obsoletas?
16,00 €
«Por que motivo tendemos a pensar que os nossos direitos e liberdades estão mais assegurados pela existência de prisões do que estariam caso estas não existissem?»
Com uma pergunta tabu, num ensaio límpido e provocador, a activista e académica Angela Davis trava uma das suas mais difíceis batalhas. Desenterrando as raízes do cárcere no sistema esclavagista nos EUA, descrevendo a desumanidade de prisões pelo globo e denunciando os interesses por detrás do «buraco negro onde se depositam os detritos do capitalismo contemporâneo», As Prisões Estão Obsoletas? (2003) pulveriza os alicerces racistas, machistas e classistas do sistema prisional.
Obra seminal do movimento abolicionista, além de apelar a uma transformação radical da forma como a sociedade contempla a punição e a reparação dos crimes, propõe o total desmantelamento do «complexo prisional-industrial» - sistema que vincula, em perfeita simbiose, grupos económicos (farmacêuticas, hospitais, empresas tecnológicas, de segurança, armas ou alimentação), governos e meios de comunicação. Um pequeno guia de resistência a qualquer forma de opressão e violência - das cadeias ao capital - que condene ao círculo vicioso povos fragilizados e empobrecidos.
- AUTOR Angela Davis
- ANO DE EDIÇÃO 2022
As prisões estão obsoletas?
16,00 €
«Por que motivo tendemos a pensar que os nossos direitos e liberdades estão mais assegurados pela existência de prisões do que estariam caso estas não existissem?»
Com uma pergunta tabu, num ensaio límpido e provocador, a activista e académica Angela Davis trava uma das suas mais difíceis batalhas. Desenterrando as raízes do cárcere no sistema esclavagista nos EUA, descrevendo a desumanidade de prisões pelo globo e denunciando os interesses por detrás do «buraco negro onde se depositam os detritos do capitalismo contemporâneo», As Prisões Estão Obsoletas? (2003) pulveriza os alicerces racistas, machistas e classistas do sistema prisional.
Obra seminal do movimento abolicionista, além de apelar a uma transformação radical da forma como a sociedade contempla a punição e a reparação dos crimes, propõe o total desmantelamento do «complexo prisional-industrial» - sistema que vincula, em perfeita simbiose, grupos económicos (farmacêuticas, hospitais, empresas tecnológicas, de segurança, armas ou alimentação), governos e meios de comunicação. Um pequeno guia de resistência a qualquer forma de opressão e violência - das cadeias ao capital - que condene ao círculo vicioso povos fragilizados e empobrecidos.
- AUTOR Angela Davis
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Afrotopia
15,00 €
África não tem de se pôr a par de ninguém. Deve deixar de correr pelos trilhos que lhe são indicados, seguindo antes pelo caminho que ela escolher para si.
Afrotopia (2016) é um apelo convincente e uma reflexão importante sobre a necessidade de reinvenção e autodescoberta de um continente no século XXI: África, um mundo com outros trilhos a percorrer que não os traçados de antemão pela economia global.
Felwine Sarr esboça o retrato de uma entidade continental e da sua diversidade e especificidades - dos valores e tradições das comunidades às vozes dos seus artistas e músicos, da configuração única das cidades a um rico universo mitológico -, revelando os contornos de uma africanidade contemporânea e incitando à valorização desta consciência colectiva.
Afrotopia imagina o papel global de África, que o Ocidente teima em querer definir, contrapondo às seculares narrativas de conflito e subdesenvolvimento a histórica vitalidade do continente e um futuro nas mãos de quem o constrói.
- AUTOR Felwine Sarr
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Afrotopia
15,00 €
África não tem de se pôr a par de ninguém. Deve deixar de correr pelos trilhos que lhe são indicados, seguindo antes pelo caminho que ela escolher para si.
Afrotopia (2016) é um apelo convincente e uma reflexão importante sobre a necessidade de reinvenção e autodescoberta de um continente no século XXI: África, um mundo com outros trilhos a percorrer que não os traçados de antemão pela economia global.
Felwine Sarr esboça o retrato de uma entidade continental e da sua diversidade e especificidades - dos valores e tradições das comunidades às vozes dos seus artistas e músicos, da configuração única das cidades a um rico universo mitológico -, revelando os contornos de uma africanidade contemporânea e incitando à valorização desta consciência colectiva.
Afrotopia imagina o papel global de África, que o Ocidente teima em querer definir, contrapondo às seculares narrativas de conflito e subdesenvolvimento a histórica vitalidade do continente e um futuro nas mãos de quem o constrói.
- AUTOR Felwine Sarr
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Malina
18,00 €
Obra aclamada, adaptada ao cinema por Werner Schroeter em 1991, com guião de Elfriede Jelinek e Isabelle Huppert como protagonista, Malina (1971) é o único romance de Ingeborg Bachmann, o primeiro volume da trilogia Formas de Morte, interrompida pelo trágico desfecho da autora.
Triângulo amoroso numa Viena decadente, viagem aos limites da linguagem e da loucura, encerra nas suas páginas o retrato da destruição de uma mulher. Malina é uma história sobre submissões quotidianas e condescendência masculina, sobre a conformidade às expectativas do homem, a custo da perda de identidade, replicando entre quatro paredes a opressão e o silenciamento operados por uma sociedade doente.
- AUTOR Ingeborg Bachmann
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Malina
18,00 €
Obra aclamada, adaptada ao cinema por Werner Schroeter em 1991, com guião de Elfriede Jelinek e Isabelle Huppert como protagonista, Malina (1971) é o único romance de Ingeborg Bachmann, o primeiro volume da trilogia Formas de Morte, interrompida pelo trágico desfecho da autora.
Triângulo amoroso numa Viena decadente, viagem aos limites da linguagem e da loucura, encerra nas suas páginas o retrato da destruição de uma mulher. Malina é uma história sobre submissões quotidianas e condescendência masculina, sobre a conformidade às expectativas do homem, a custo da perda de identidade, replicando entre quatro paredes a opressão e o silenciamento operados por uma sociedade doente.
- AUTOR Ingeborg Bachmann
- ANO DE EDIÇÃO 2022
in girum imus nocte et consumimur igni
14,00 €
In Girum Imus Nocte et Consumimur Igni — «Movemo-nos na noite sem saída e somos devorados pelo fogo» — é o texto do filme homónimo de Guy Debord, lançado em 1978, em cujas palavras se divisa a visão coerente e combativa de um pensador maldito, escritor e cineasta que recusou, até ao seu derradeiro dia, integrar-se na sociedade do consumo.
Completada por notas do autor para uso de produtores, de tradutores, de sonoplastas e do público em geral, esta edição crítica, publicada em 1990, lança uma nova luz sobre a autodenominada intratável escória situacionista, «o sal da terra; pessoas muito sinceramente prontas a deitar fogo ao mundo para que ele tenha mais brilho».
- AUTOR Guy Debord
- ANO DE EDIÇÃO 2022
in girum imus nocte et consumimur igni
14,00 €
In Girum Imus Nocte et Consumimur Igni — «Movemo-nos na noite sem saída e somos devorados pelo fogo» — é o texto do filme homónimo de Guy Debord, lançado em 1978, em cujas palavras se divisa a visão coerente e combativa de um pensador maldito, escritor e cineasta que recusou, até ao seu derradeiro dia, integrar-se na sociedade do consumo.
Completada por notas do autor para uso de produtores, de tradutores, de sonoplastas e do público em geral, esta edição crítica, publicada em 1990, lança uma nova luz sobre a autodenominada intratável escória situacionista, «o sal da terra; pessoas muito sinceramente prontas a deitar fogo ao mundo para que ele tenha mais brilho».
- AUTOR Guy Debord
- ANO DE EDIÇÃO 2022
A fábrica do absoluto
16,00 €
Quando, na senda do progresso, o mundo assiste à descoberta de um engenho capaz de produzir energia ilimitada por tuta-e-meia, poucos adivinhariam que esta maravilha moderna teria um grave efeito secundário: a libertação do inquietante Absoluto, a essência espiritual contida na matéria, que converte todos os seres - dos mais mundanos aos levianos - em fervorosos fanáticos religiosos.
Rapidamente o planeta está a braços com uma epidemia de religiosidade e vê a sua população transformada em multidões de crentes, que ora fazem milagres, ora pregam o amor ao próximo, e que, em breve, querem converter por todos os meios as nações vizinhas à sua verdade, indiscutivelmente a suprema e a melhor, desencadeando uma inevitável guerra global.
O romance A Fábrica do Absoluto (1922), sátira brilhante e premonitória que não ganhou uma ruga, é agora publicado em tradução directa do checo, com desenhos de Josef Capek (1887-1945), o irmão do autor, retirados da edição original.
- AUTOR Karel Čapek
- ANO DE EDIÇÃO 2022
A fábrica do absoluto
16,00 €
Quando, na senda do progresso, o mundo assiste à descoberta de um engenho capaz de produzir energia ilimitada por tuta-e-meia, poucos adivinhariam que esta maravilha moderna teria um grave efeito secundário: a libertação do inquietante Absoluto, a essência espiritual contida na matéria, que converte todos os seres - dos mais mundanos aos levianos - em fervorosos fanáticos religiosos.
Rapidamente o planeta está a braços com uma epidemia de religiosidade e vê a sua população transformada em multidões de crentes, que ora fazem milagres, ora pregam o amor ao próximo, e que, em breve, querem converter por todos os meios as nações vizinhas à sua verdade, indiscutivelmente a suprema e a melhor, desencadeando uma inevitável guerra global.
O romance A Fábrica do Absoluto (1922), sátira brilhante e premonitória que não ganhou uma ruga, é agora publicado em tradução directa do checo, com desenhos de Josef Capek (1887-1945), o irmão do autor, retirados da edição original.
- AUTOR Karel Čapek
- ANO DE EDIÇÃO 2022
As convidadas
18,00 €
Obra de maturidade e um dos livros mais aplaudidos da autora, As Convidadas (1961) reúne, ao bom estilo ocampiano, quarenta e quatro histórias inquietantes sobre os seus temas de eleição — a infância, o amor, a loucura, o fantástico —, entre os quais O Diário de Porfiria Bernal — a assombrosa metamorfose de uma preceptora —, A Revelação — as visões à cabeceira de um moribundo — e o conto que dá nome à colectânea.
Janela aberta para o sobrenatural quotidiano, que assoma aos seres sensíveis em espectros e aparições, a impiedosa escrita de Silvina Ocampo, à semelhança das personagens que cria, é tributária de uma rigorosa imaginação e de uma enganadora ingenuidade, capaz de ternura e de terror, como quem quisesse «mostrar-nos o Céu para depois nos atirar para o Inferno».
- AUTOR Silvina Ocampo
- ANO DE EDIÇÃO 2022
As convidadas
18,00 €
Obra de maturidade e um dos livros mais aplaudidos da autora, As Convidadas (1961) reúne, ao bom estilo ocampiano, quarenta e quatro histórias inquietantes sobre os seus temas de eleição — a infância, o amor, a loucura, o fantástico —, entre os quais O Diário de Porfiria Bernal — a assombrosa metamorfose de uma preceptora —, A Revelação — as visões à cabeceira de um moribundo — e o conto que dá nome à colectânea.
Janela aberta para o sobrenatural quotidiano, que assoma aos seres sensíveis em espectros e aparições, a impiedosa escrita de Silvina Ocampo, à semelhança das personagens que cria, é tributária de uma rigorosa imaginação e de uma enganadora ingenuidade, capaz de ternura e de terror, como quem quisesse «mostrar-nos o Céu para depois nos atirar para o Inferno».
- AUTOR Silvina Ocampo
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Assim lhes fazemos a guerra
14,00 €
Tríptico «dedicado aos rebeldes, aos desertores, aos sabotadores e aos pacifistas», no qual se cruzam tempos e causas — a feminista, a animal e a social —, Assim Lhes Fazemos a Guerra (2021) conta-nos o destino de um cão em Londres, em 1903, de um macaco na Califórnia, em 1985, e de uma vaca e da sua cria nas Ardenas em 2014. Todos eles vítimas da violência da sociedade e do Estado, imposta pelo avanço técnico e científico, e pela exploração desenfreada da natureza.
Três contos, entre tantos, sobre vidas que tiramos em nome do progresso, e que revelam a bestialidade de alguns e a indiferença de muitos. Três histórias reais que, nas palavras belas, porém fortes e aceradas, de Joseph Andras, nos convidam a encarar a ideologia e a estrutura social que sustentam o domínio do homem branco não só sobre os animais - seres sencientes, companheiros e habitantes do nosso mundo -, mas também sobre as mulheres e as minorias.
- AUTOR Joseph Andras
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Assim lhes fazemos a guerra
14,00 €
Tríptico «dedicado aos rebeldes, aos desertores, aos sabotadores e aos pacifistas», no qual se cruzam tempos e causas — a feminista, a animal e a social —, Assim Lhes Fazemos a Guerra (2021) conta-nos o destino de um cão em Londres, em 1903, de um macaco na Califórnia, em 1985, e de uma vaca e da sua cria nas Ardenas em 2014. Todos eles vítimas da violência da sociedade e do Estado, imposta pelo avanço técnico e científico, e pela exploração desenfreada da natureza.
Três contos, entre tantos, sobre vidas que tiramos em nome do progresso, e que revelam a bestialidade de alguns e a indiferença de muitos. Três histórias reais que, nas palavras belas, porém fortes e aceradas, de Joseph Andras, nos convidam a encarar a ideologia e a estrutura social que sustentam o domínio do homem branco não só sobre os animais - seres sencientes, companheiros e habitantes do nosso mundo -, mas também sobre as mulheres e as minorias.
- AUTOR Joseph Andras
- ANO DE EDIÇÃO 2022
O fim do mundo não terá acontecido
15,00 €
De Paris à Casa Branca, o tradutor Gaspard Boisvert — ex-conselheiro do «presidente americano mais estúpido da história do país», criador de slogans para bebidas espirituosas e plausível bisneto de Hitler — tenta escapar incólume ao processo mundial de estupidificação em curso. Porém, atormentado por frases como «a democracia ocidental é o estádio derradeiro duma sociedade avançada», «a excisão do clítoris constitui um facto cultural» ou «é preciso saber prever com antecipação», acaba por sucumbir a um esgotamento nervoso.
A história de Gaspard dá o mote a um narrador empenhado em fornecer estatísticas embaraçosas da espécie humana — brinquedos sexuais favoritos, recordistas sanguinários, restrições alimentares dos devotos, etc. —, neste romance carregado de humor à Hašek e ironia à Rabelais, na senda de Europeana.
- AUTOR Patrik Ourednik
- ANO DE EDIÇÃO 2022
O fim do mundo não terá acontecido
15,00 €
De Paris à Casa Branca, o tradutor Gaspard Boisvert — ex-conselheiro do «presidente americano mais estúpido da história do país», criador de slogans para bebidas espirituosas e plausível bisneto de Hitler — tenta escapar incólume ao processo mundial de estupidificação em curso. Porém, atormentado por frases como «a democracia ocidental é o estádio derradeiro duma sociedade avançada», «a excisão do clítoris constitui um facto cultural» ou «é preciso saber prever com antecipação», acaba por sucumbir a um esgotamento nervoso.
A história de Gaspard dá o mote a um narrador empenhado em fornecer estatísticas embaraçosas da espécie humana — brinquedos sexuais favoritos, recordistas sanguinários, restrições alimentares dos devotos, etc. —, neste romance carregado de humor à Hašek e ironia à Rabelais, na senda de Europeana.
- AUTOR Patrik Ourednik
- ANO DE EDIÇÃO 2022
A ilha dos condenados
16,00 €
Desamparados numa ilha deserta, sete náufragos procuram a salvação. Ante uma paisagem desoladora e inclemente — frutos venenosos, aves e répteis de mau presságio e um infinito oceano a cercá-los —, os insones sobreviventes vão da camaradagem ao egoísmo, da revolta à comiseração, do desejo ao ódio, e na iminência da morte os seus pensamentos fluem num purgatório de alucinações. Romance assombroso de narrativa torrencial, é uma fábula da perda da inocência e uma crítica radical da sociedade na ressaca da Segunda Guerra Mundial, além de poderosa alegoria sobre a condição humana — nossas convicções, memórias e culpas.
- AUTOR Stig Dagerman
- ANO DE EDIÇÃO 2022
A ilha dos condenados
16,00 €
Desamparados numa ilha deserta, sete náufragos procuram a salvação. Ante uma paisagem desoladora e inclemente — frutos venenosos, aves e répteis de mau presságio e um infinito oceano a cercá-los —, os insones sobreviventes vão da camaradagem ao egoísmo, da revolta à comiseração, do desejo ao ódio, e na iminência da morte os seus pensamentos fluem num purgatório de alucinações. Romance assombroso de narrativa torrencial, é uma fábula da perda da inocência e uma crítica radical da sociedade na ressaca da Segunda Guerra Mundial, além de poderosa alegoria sobre a condição humana — nossas convicções, memórias e culpas.
- AUTOR Stig Dagerman
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Betão – Arma de construção maciça do capitalismo
15,00 €
Partindo do episódio da queda da Ponte Morandi, em Génova, em 2018, como caso exemplar da obsolescência programada, Anselm Jappe desenvolve a premissa de que o betão — um dos materiais de construção mais utilizados no planeta, produzido em quantidades astronómicas e com irreversíveis consequências sanitárias e ambientais — encarna por excelência a lógica desmesurada, descartável e destrutiva do capitalismo. Ensaio que associa a crítica do valor à crítica da arquitectura e do urbanismo contemporâneos, rememorando o historial problemático deste material — das intenções dos seus entusiastas às reservas dos seus detractores, da sua expansão durante a Revolução Industrial ao declínio de técnicas sustentáveis e ancestrais —, Betão (2020) é um protesto contra a uniformização económica, social e estética do mundo, uma recusa da habitação como activo rentável e um alerta para as insidiosas leis da mercadoria e do crescimento infinito.
- AUTOR Anselm Jappe
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Betão – Arma de construção maciça do capitalismo
15,00 €
Partindo do episódio da queda da Ponte Morandi, em Génova, em 2018, como caso exemplar da obsolescência programada, Anselm Jappe desenvolve a premissa de que o betão — um dos materiais de construção mais utilizados no planeta, produzido em quantidades astronómicas e com irreversíveis consequências sanitárias e ambientais — encarna por excelência a lógica desmesurada, descartável e destrutiva do capitalismo. Ensaio que associa a crítica do valor à crítica da arquitectura e do urbanismo contemporâneos, rememorando o historial problemático deste material — das intenções dos seus entusiastas às reservas dos seus detractores, da sua expansão durante a Revolução Industrial ao declínio de técnicas sustentáveis e ancestrais —, Betão (2020) é um protesto contra a uniformização económica, social e estética do mundo, uma recusa da habitação como activo rentável e um alerta para as insidiosas leis da mercadoria e do crescimento infinito.
- AUTOR Anselm Jappe
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Comboios rigorosamente vigiados
15,00 €
Pérola de humor, heroísmo e humanidade, Comboios Rigorosamente Vigiados (1965) leva-nos a uma pacata estação ferroviária na Checoslováquia ocupada pelos nazis, nos últimos dias da guerra na Europa. Entre o ramerrame de chegadas e partidas, gélidos cais e ruidosos vagões e locomotivas, esvoaçam os pombos predilectos do chefe de estação, asas de aviões tombam no jardim do reitor da vila, a telegrafista arrebata corações e Miloš Hrma morre de amores pela bela Máša. Este tímido e jovem aprendiz dos caminhos-de-ferro estatais – que herdou um hilariante historial de família, saborosamente contado por Hrabal, no qual assoma um avô que quis deter os tanques alemães pelo poder da hipnose – também um dia se decide a desafiar os invasores, demonstrando que a resistência habita por vezes os homens e os locais mais improváveis.
- AUTOR Bohumil Hrabal
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Comboios rigorosamente vigiados
15,00 €
Pérola de humor, heroísmo e humanidade, Comboios Rigorosamente Vigiados (1965) leva-nos a uma pacata estação ferroviária na Checoslováquia ocupada pelos nazis, nos últimos dias da guerra na Europa. Entre o ramerrame de chegadas e partidas, gélidos cais e ruidosos vagões e locomotivas, esvoaçam os pombos predilectos do chefe de estação, asas de aviões tombam no jardim do reitor da vila, a telegrafista arrebata corações e Miloš Hrma morre de amores pela bela Máša. Este tímido e jovem aprendiz dos caminhos-de-ferro estatais – que herdou um hilariante historial de família, saborosamente contado por Hrabal, no qual assoma um avô que quis deter os tanques alemães pelo poder da hipnose – também um dia se decide a desafiar os invasores, demonstrando que a resistência habita por vezes os homens e os locais mais improváveis.
- AUTOR Bohumil Hrabal
- ANO DE EDIÇÃO 2022
A serpente
17,00 €
Reacção às imensas ruínas humanas deixadas pela Segunda Guerra Mundial, A Serpente (1945) é uma clarividente exposição da angústia social do século XX. Numa caserna militar, lugar onde a disciplina é o campo ideal do isolamento individual, pedagogia da submissão ao absurdo, a capacidade efabulatória de Stig Dagerman traduz-se numa riqueza imagética mordaz e precisa, em que os vários cambiantes do medo — social ou gregário — são cruelmente expostos. Mas a capacidade analítica do autor é de tal modo sincera, verídica, que a exposição dramática não cai nunca no patético; tudo é tragicamente verosímil. Stig Dagerman publicou este seu primeiro livro aos 22 anos. Acabará por suicidar-se a 4 de Novembro de 1954, na sua garagem.
- AUTOR Stig Dagerman
- ANO DE EDIÇÃO 2022
A serpente
17,00 €
Reacção às imensas ruínas humanas deixadas pela Segunda Guerra Mundial, A Serpente (1945) é uma clarividente exposição da angústia social do século XX. Numa caserna militar, lugar onde a disciplina é o campo ideal do isolamento individual, pedagogia da submissão ao absurdo, a capacidade efabulatória de Stig Dagerman traduz-se numa riqueza imagética mordaz e precisa, em que os vários cambiantes do medo — social ou gregário — são cruelmente expostos. Mas a capacidade analítica do autor é de tal modo sincera, verídica, que a exposição dramática não cai nunca no patético; tudo é tragicamente verosímil. Stig Dagerman publicou este seu primeiro livro aos 22 anos. Acabará por suicidar-se a 4 de Novembro de 1954, na sua garagem.
- AUTOR Stig Dagerman
- ANO DE EDIÇÃO 2022