A eliminação
16,00 €
Trinta anos depois da queda do regime de Pol Pot, que entre 1975 e 1979 fez um milhão e oitocentos mil mortos no Camboja (um quarto da população do país), um sobrevivente tornado cineasta regressa à sua terra natal para confrontar compatriotas e carrascos. A Eliminação (2012) é a violenta e angustiante autobiografia da infância de Rithy Panh, testemunha do massacre levado a cabo pelos Khmers Vermelhos, entrecortada pelos diálogos do realizador na cela de um dos maiores responsáveis pelo genocídio: o camarada Duch, director do campo de extermínio S21, nem demónio nem homem banal, um burocrata com memória selectiva que se esquiva à verdade para reconstruir a história e uma imagem de si. Recusando fazer a Duch aquilo que este fazia às suas vítimas — isto é, privá-las da sua individualidade — e rejeitando os mitos da banalidade do mal e do povo que se exterminara a si próprio, Rithy Panh nunca renuncia a ouvir, da boca do algoz, as palavras que lhe devolvam a humanidade.
- AUTORES Rithy Panh e Christophe Bataille
- ANO DE EDIÇÃO 2022
A eliminação
16,00 €
Trinta anos depois da queda do regime de Pol Pot, que entre 1975 e 1979 fez um milhão e oitocentos mil mortos no Camboja (um quarto da população do país), um sobrevivente tornado cineasta regressa à sua terra natal para confrontar compatriotas e carrascos. A Eliminação (2012) é a violenta e angustiante autobiografia da infância de Rithy Panh, testemunha do massacre levado a cabo pelos Khmers Vermelhos, entrecortada pelos diálogos do realizador na cela de um dos maiores responsáveis pelo genocídio: o camarada Duch, director do campo de extermínio S21, nem demónio nem homem banal, um burocrata com memória selectiva que se esquiva à verdade para reconstruir a história e uma imagem de si. Recusando fazer a Duch aquilo que este fazia às suas vítimas — isto é, privá-las da sua individualidade — e rejeitando os mitos da banalidade do mal e do povo que se exterminara a si próprio, Rithy Panh nunca renuncia a ouvir, da boca do algoz, as palavras que lhe devolvam a humanidade.
- AUTORES Rithy Panh e Christophe Bataille
- ANO DE EDIÇÃO 2022
Do assassínio como uma das belas-artes
13,00 €
Clássico do humor negro e da provocação, Do Assassínio como uma das Belas-Artes (1827) é uma prelecção sobre, digamos assim, a arte de obrigar alguém a esticar o pernil. Recorrendo a uma panóplia de homicidas exemplares, do bíblico Caim a novos aficionados com provas dadas na área, esta obra que influenciou várias gerações de escritores — de Poe a Baudelaire, de Gogol a Borges — é recheada com mais dois opúsculos sobre a arte de cortar gasganetes com estilo e sobre a relação entre a violência e o sublime. Porque, segundo o autor, um assassínio comme il faut é, à luz de considerandos estéticos, um exercício tão digno de ser apreciado como uma bela obra artística.
- AUTOR Thomas de Quincey
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Do assassínio como uma das belas-artes
13,00 €
Clássico do humor negro e da provocação, Do Assassínio como uma das Belas-Artes (1827) é uma prelecção sobre, digamos assim, a arte de obrigar alguém a esticar o pernil. Recorrendo a uma panóplia de homicidas exemplares, do bíblico Caim a novos aficionados com provas dadas na área, esta obra que influenciou várias gerações de escritores — de Poe a Baudelaire, de Gogol a Borges — é recheada com mais dois opúsculos sobre a arte de cortar gasganetes com estilo e sobre a relação entre a violência e o sublime. Porque, segundo o autor, um assassínio comme il faut é, à luz de considerandos estéticos, um exercício tão digno de ser apreciado como uma bela obra artística.
- AUTOR Thomas de Quincey
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Nós, refugiados | Para lá dos direitos do homem
13,00 €
Em 1943, em fuga da Alemanha nazi e exilada nos Estados Unidos, Hannah Arendt escrevia, na língua do país que a acolhera, o ensaio «Nós, Refugiados», publicado na revista judaica The Menorah Journal. Nele abordava a crise de identidade do povo judeu, problematizando a condição do refugiado e as alardeadas virtudes da sua «assimilação». Meio século depois, em «Para lá dos direitos do Homem», publicado inicialmente no jornal Libération, Giorgio Agamben dialogava com o texto de Hannah Arendt para reflectir sobre o embaraço político e o próprio significado da figura do refugiado. No presente volume recupera-se este diálogo entre décadas e fronteiras, tão central no pensamento dos dois autores como urgente à luz dos muros e arames farpados que se erguem diante dos nossos olhos.
- AUTORES Hannah Arendt e Giorgio Agamben
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Nós, refugiados | Para lá dos direitos do homem
13,00 €
Em 1943, em fuga da Alemanha nazi e exilada nos Estados Unidos, Hannah Arendt escrevia, na língua do país que a acolhera, o ensaio «Nós, Refugiados», publicado na revista judaica The Menorah Journal. Nele abordava a crise de identidade do povo judeu, problematizando a condição do refugiado e as alardeadas virtudes da sua «assimilação». Meio século depois, em «Para lá dos direitos do Homem», publicado inicialmente no jornal Libération, Giorgio Agamben dialogava com o texto de Hannah Arendt para reflectir sobre o embaraço político e o próprio significado da figura do refugiado. No presente volume recupera-se este diálogo entre décadas e fronteiras, tão central no pensamento dos dois autores como urgente à luz dos muros e arames farpados que se erguem diante dos nossos olhos.
- AUTORES Hannah Arendt e Giorgio Agamben
- ANO DE EDIÇÃO 2021
As transformações do homem
18,00 €
Até agora, não encontrámos limites para a imaginação, nem para as fontes às quais ela pode ir beber. Cada novo objectivo que o Homem concretiza é um novo ponto de partida, e a soma de todos os dias do Homem é apenas um começo.
- AUTOR Lewis Mumford
- ANO DE EDIÇÃO 2021
As transformações do homem
18,00 €
Até agora, não encontrámos limites para a imaginação, nem para as fontes às quais ela pode ir beber. Cada novo objectivo que o Homem concretiza é um novo ponto de partida, e a soma de todos os dias do Homem é apenas um começo.
- AUTOR Lewis Mumford
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Viver a minha vida
35,00 €
Emma Goldman (1869-1940), ícone anarquista, inimiga pública n.º 1 nos EUA, passou à posteridade como infatigável defensora da igualdade e da liberdade de expressão, moldando os debates políticos e sociais do nosso tempo. Viver a Minha Vida (1931) é a sua trepidante autobiografia, um vertiginoso fresco histórico onde se cruzam revolucionários, como Piotr Kropotkine, Jack London, Louise Michel, Voltairine de Cleyre e John Reed, a par de geografias — Viena, Londres, Nova Iorque — e de acontecimentos marcantes como o massacre de Haymarket e a revolta de Cronstadt.
- AUTOR Emma Goldman
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Viver a minha vida
35,00 €
Emma Goldman (1869-1940), ícone anarquista, inimiga pública n.º 1 nos EUA, passou à posteridade como infatigável defensora da igualdade e da liberdade de expressão, moldando os debates políticos e sociais do nosso tempo. Viver a Minha Vida (1931) é a sua trepidante autobiografia, um vertiginoso fresco histórico onde se cruzam revolucionários, como Piotr Kropotkine, Jack London, Louise Michel, Voltairine de Cleyre e John Reed, a par de geografias — Viena, Londres, Nova Iorque — e de acontecimentos marcantes como o massacre de Haymarket e a revolta de Cronstadt.
- AUTOR Emma Goldman
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Pesadelo em ar condicionado
18,00 €
Chamar a isto uma sociedade de pessoas livres é blasfemo. Que temos nós para oferecer ao mundo além do superabundante saque que pilhamos estouvadamente à terra, levados pela ilusão maníaca de que essa insana atividade representa progresso e esclarecimento?
- AUTOR Henry Miller
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Pesadelo em ar condicionado
18,00 €
Chamar a isto uma sociedade de pessoas livres é blasfemo. Que temos nós para oferecer ao mundo além do superabundante saque que pilhamos estouvadamente à terra, levados pela ilusão maníaca de que essa insana atividade representa progresso e esclarecimento?
- AUTOR Henry Miller
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Escada Líquida
14,00 €
Passados mais de quarenta anos, ainda encontramos nestas entrevistas revelações importantes que nunca vieram a lume publicamente. Os manifestos que presidiram à formação do grupo mantêm-se vivos, nas vozes dos entrevistados, e são contributos para o entendimento de uma época.
- AUTOR Eduarda Feio e Maria Aurélia Marcelino
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Escada Líquida
14,00 €
Passados mais de quarenta anos, ainda encontramos nestas entrevistas revelações importantes que nunca vieram a lume publicamente. Os manifestos que presidiram à formação do grupo mantêm-se vivos, nas vozes dos entrevistados, e são contributos para o entendimento de uma época.
- AUTOR Eduarda Feio e Maria Aurélia Marcelino
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Pão seco
15,00 €
Quando a fome grassa no Rife, uma família parte para Tânger em busca de uma vida melhor. Nas noites passadas ao relento, nos becos da cidade, o pequeno Muhammad, orgulhoso e insolente, descobre a injustiça e a compaixão, a tirania da autoridade, a loucura labiríntica da miséria, o consolo das drogas, do sexo e do álcool. E é na prisão que um companheiro lhe desvenda as maravilhas da leitura, mudando para sempre a sua vida.
- AUTOR Muhammad Chukri
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Pão seco
15,00 €
Quando a fome grassa no Rife, uma família parte para Tânger em busca de uma vida melhor. Nas noites passadas ao relento, nos becos da cidade, o pequeno Muhammad, orgulhoso e insolente, descobre a injustiça e a compaixão, a tirania da autoridade, a loucura labiríntica da miséria, o consolo das drogas, do sexo e do álcool. E é na prisão que um companheiro lhe desvenda as maravilhas da leitura, mudando para sempre a sua vida.
- AUTOR Muhammad Chukri
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Ferro em brasa
15,00 €
Ferro em Brasa é um linguadão dos antigos, pré-pandemia, nas beiças de Alfred Jarry. É tudo o que Homero e Camões teriam escrito se tivessem menos génio e uma Famel. Poder-se-á dizer que narra a quase-odisseia de um fumador de barras de dinamite, a relação incestuosa que manteve com a onda de Hokusai e o seu papel químico no trágico destino de mil Sósias-Simétricos? Sim, mas não.
Terrorismo literário de dois partisans tresloucados, é uma sinfonia absurdamente contemporânea, um texto rigorosamente desorganizado, um híbrido palimpséstico, referencial e auto-referencial, popular e erudito, gracioso e soez. Deixa-se ler muito bem.
- AUTOR Filipe Homem Fonseca e Miguel Martins
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Ferro em brasa
15,00 €
Ferro em Brasa é um linguadão dos antigos, pré-pandemia, nas beiças de Alfred Jarry. É tudo o que Homero e Camões teriam escrito se tivessem menos génio e uma Famel. Poder-se-á dizer que narra a quase-odisseia de um fumador de barras de dinamite, a relação incestuosa que manteve com a onda de Hokusai e o seu papel químico no trágico destino de mil Sósias-Simétricos? Sim, mas não.
Terrorismo literário de dois partisans tresloucados, é uma sinfonia absurdamente contemporânea, um texto rigorosamente desorganizado, um híbrido palimpséstico, referencial e auto-referencial, popular e erudito, gracioso e soez. Deixa-se ler muito bem.
- AUTOR Filipe Homem Fonseca e Miguel Martins
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Só me calarei para te amar mais – Cartas a Amélia Bento
15,00 €
Reunindo as cartas escritas entre 1959 e 1967 pelo poeta a Amélia Bento, sua primeira mulher, Só me Calarei para te Amar Mais desvenda o rosto secreto do homem que foi António José Forte. no Verão de 1959, no calor da cidade do Porto, um encontro fulgurante desenharia a história destas «duas almas espantadas e feridas pelo espectáculo da miséria do mundo»: da paixão ardente de dois amantes separados às contrariedades de uma vida em comum que esbarra no muro do quotidiano.
- AUTOR António José Forte
- ANO DE EDIÇÃO 2021
Só me calarei para te amar mais – Cartas a Amélia Bento
15,00 €
Reunindo as cartas escritas entre 1959 e 1967 pelo poeta a Amélia Bento, sua primeira mulher, Só me Calarei para te Amar Mais desvenda o rosto secreto do homem que foi António José Forte. no Verão de 1959, no calor da cidade do Porto, um encontro fulgurante desenharia a história destas «duas almas espantadas e feridas pelo espectáculo da miséria do mundo»: da paixão ardente de dois amantes separados às contrariedades de uma vida em comum que esbarra no muro do quotidiano.
- AUTOR António José Forte
- ANO DE EDIÇÃO 2021
A sociedade do espectáculo
14,00 €
A alienação do espectador em proveito do objecto contemplado (que é o resultado da sua própria actividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo.
- AUTOR Guy Debord
- ANO DE EDIÇÃO 2021
A sociedade do espectáculo
14,00 €
A alienação do espectador em proveito do objecto contemplado (que é o resultado da sua própria actividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo.
- AUTOR Guy Debord
- ANO DE EDIÇÃO 2021
O apoio mútuo – Um factor da evolução
17,00 €
Nem o poder esmagador do Estado centralizado nem as lições de ódio mútuo e de luta sem quartel que nos são ministradas podem arrancar o sentimento de solidariedade profundamente implantado no espírito e no coração dos homens.
Obra marcante do célebre anarquista russo, O Apoio Mútuo (1902) é um dos primeiros estudos sistemáticos da entre-ajuda em comunidades humanas e animais. Respondendo aos defensores do darwinismo social — para quem o progresso resulta da feroz competição entre indivíduos e da sobrevivência dos mais aptos —, Kropotkine propõe, baseado em registos históricos e detalhadas observações, que a cooperação é o verdadeiro factor da evolução.
- AUTOR Piotr Kropotkine
- ANO DE EDIÇÃO 2021
O apoio mútuo – Um factor da evolução
17,00 €
Nem o poder esmagador do Estado centralizado nem as lições de ódio mútuo e de luta sem quartel que nos são ministradas podem arrancar o sentimento de solidariedade profundamente implantado no espírito e no coração dos homens.
Obra marcante do célebre anarquista russo, O Apoio Mútuo (1902) é um dos primeiros estudos sistemáticos da entre-ajuda em comunidades humanas e animais. Respondendo aos defensores do darwinismo social — para quem o progresso resulta da feroz competição entre indivíduos e da sobrevivência dos mais aptos —, Kropotkine propõe, baseado em registos históricos e detalhadas observações, que a cooperação é o verdadeiro factor da evolução.
- AUTOR Piotr Kropotkine
- ANO DE EDIÇÃO 2021